Serginaldo de Souza Nascimento tinha 26 anos quando foi morto a tiros em Boa Vista (RR); dois acusados respondem ao processo, que ainda não foi julgado BOA VISTA (RR) — Quatro anos após perder o filho de forma violenta, a contadora Angélica Alves, de 53 anos, continua esperando por uma resposta da Justiça. Serginaldo de Souza Nascimento tinha 26 anos quando foi assassinado a tiros, em janeiro de 2022, em frente a um motel de luxo em Boa Vista, Roraima. Segundo as investigações realizadas na época, o jovem teria ido até o local e encontrado a esposa saindo do motel na companhia de um empresário. Pouco depois, Serginaldo foi atingido por dois disparos no tórax e morreu ainda nas proximidades do estabelecimento. O empresário Zaqueu Silva Duo é apontado pela acusação como principal suspeito do homicídio. Ele responde judicialmente por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. A esposa de Serginaldo na época, Mayara Soares de Araújo, também responde ao processo, acusada de favorecimento pessoal. Como o processo ainda está em andamento, as acusações contra os réus não representam uma condenação definitiva. QUATRO ANOS SEM JULGAMENTO De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (3), Zaqueu e Mayara passaram a responder formalmente à ação penal em novembro de 2024, perante a 2ª Vara do Tribunal do Júri. Apesar do avanço do caso para a Justiça, o processo ainda não chegou ao julgamento. É justamente essa espera que mantém a família de Serginaldo em busca de respostas. Para Angélica, o tempo não diminuiu a dor provocada pela morte do filho. “O assassino não matou só o meu filho. Ele matou três crianças, uma mãe, dois irmãos. Matou uma família inteira. Eu quero justiça!”, afirmou a mãe. Serginaldo deixou três filhos. Atualmente, os dois meninos têm 6 e 11 anos, enquanto a filha está com 10 anos. COMO ACONTECEU O CRIME O assassinato ocorreu em 17 de janeiro de 2022, no bairro Centenário, na zona Oeste de Boa Vista. Segundo o relato registrado pela Polícia Militar na época, Serginaldo chegou ao motel e permaneceu do lado de fora. Ele teria aguardado até perceber a saída da esposa acompanhada do empresário. Ao deixar o veículo, o jovem teria sido surpreendido pelos disparos. A Polícia Militar encontrou no local munições deflagradas e acionou as equipes de atendimento. Serginaldo foi atingido na região do tórax, mas não resistiu aos ferimentos. Após os tiros, o empresário e a mulher teriam deixado o local utilizando um carro pertencente a ela. INVESTIGAÇÃO APONTOU EMPRESÁRIO COMO SUSPEITO Na época, a polícia realizou buscas para localizar o empresário apontado como autor dos disparos. Um amigo de Serginaldo também prestou informações aos policiais. Segundo o relato, ele teria recebido uma ligação da mulher após o crime, informando que o empresário havia atirado contra o marido. Ainda conforme as informações registradas durante a investigação, o empresário havia sido anteriormente casado com a mulher e os dois haviam se separado antes de ela iniciar o relacionamento com Serginaldo. O caso posteriormente avançou para a esfera judicial. RÉUS RESPONDEM EM LIBERDADE? As informações mais recentes divulgadas sobre o processo não indicam uma condenação dos acusados. Zaqueu responde às acusações de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo, enquanto Mayara é acusada de favorecimento pessoal. A definição sobre eventual responsabilidade criminal caberá à Justiça, após o devido processo legal e o julgamento das provas apresentadas pelas partes. MÃE DIZ QUE FAMÍLIA FOI DESTRUÍDA Quatro anos depois da morte, Angélica afirma que a perda continua afetando toda a família. Além da saudade, ela destaca o impacto provocado sobre os três filhos deixados por Serginaldo. Segundo a mãe, o jovem tinha planos e projetos antes de ser morto. “Meu filho era cheio de vida e saúde, com um sorriso maravilhoso. Ele tinha sonhos e projetos e tudo isso foi tirado da gente. Um pedaço de mim morreu no dia 17 de janeiro de 2022”, declarou. Para ela, a demora no julgamento aumenta a sensação de sofrimento e mantém a família aguardando uma definição sobre o caso. POLÍCIA CONCLUIU INVESTIGAÇÃO A Polícia Civil de Roraima informou que concluiu as investigações e que o caso passou a tramitar na esfera judicial. Na época do crime, o empresário chegou a comparecer à delegacia acompanhado de advogado. Segundo informações divulgadas posteriormente, ele teria admitido os disparos e demonstrado arrependimento. A investigação reuniu elementos que posteriormente deram origem ao processo criminal. A defesa dos acusados, entretanto, deverá apresentar seus argumentos durante o andamento da ação. PROCESSO SEGUE NA JUSTIÇA A ausência de julgamento quatro anos depois do crime é o principal motivo da cobrança feita pela mãe da vítima. A família aguarda que o Tribunal do Júri analise o caso e determine, com base nas provas, se os acusados devem ou não ser responsabilizados criminalmente. Até que exista uma decisão definitiva, os réus são considerados inocentes perante a lei. O Tribunal de Justiça de Roraima foi procurado para informar a situação atual do processo, mas, segundo a reportagem divulgada nesta quinta-feira, não havia respondido até a última atualização. QUATRO ANOS DEPOIS, A PERGUNTA CONTINUA A morte de Serginaldo deixou três crianças sem o pai e uma família marcada pela violência. Enquanto o processo permanece sem julgamento, a mãe continua cobrando uma resposta. Para Angélica, a passagem dos anos não representa o fim da busca por justiça. A expectativa agora é que o processo tenha andamento e que o caso seja levado a julgamento. Quatro anos depois do assassinato, a família ainda espera que a Justiça esclareça definitivamente as circunstâncias da morte de Serginaldo e estabeleça eventual responsabilidade criminal dos acusados. Navegação de Post Homem se passa por gerente de supermercado e abusa de menina de 10 anos CONGRESSO APROVA FIM DA “TAXA DAS BLUSINHAS” ÀS VÉSPERAS DAS ELEIÇÕES