O candidato à Presidência da República Wilson Grassi (Democrata) afirmou que uma publicação feita em seu perfil pessoal no Instagram foi o motivo que levou o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a determinar a suspensão de parte de sua campanha eleitoral. Segundo Grassi, a decisão é “absurda” e representa uma medida desproporcional. O candidato sustenta que o perfil utilizado para a publicação era uma conta pessoal e questiona a interpretação adotada pela Justiça Eleitoral. De acordo com a decisão de Toffoli, porém, o problema estaria relacionado ao fato de que Grassi teria utilizado um perfil que não havia sido informado previamente à Justiça Eleitoral. O entendimento do ministro é de que candidatos precisam declarar, no registro da candidatura, as redes sociais, sites e demais canais que serão utilizados durante a campanha. Punição determinada pelo TSE A medida contra Grassi inclui a suspensão da propaganda eleitoral digital, além da restrição à participação em debates e do acesso a recursos do Fundo Eleitoral. A decisão faz parte de uma série de medidas adotadas pelo TSE para impedir que candidatos obtenham vantagem na internet por meio de perfis não cadastrados oficialmente. A preocupação da Justiça Eleitoral está relacionada principalmente ao funcionamento dos algoritmos das plataformas. Perfis declarados pelos candidatos ficam sujeitos às regras eleitorais específicas, enquanto contas não informadas podem continuar sendo recomendadas pelas redes sociais, aumentando potencialmente seu alcance. Grassi contesta decisão Ao comentar a punição, Grassi classificou a decisão como “absurda” e afirmou que o episódio demonstra os riscos de medidas que, na avaliação dele, podem limitar a atuação dos candidatos nas redes sociais. O candidato também declarou que não recebeu dinheiro, não integra grupos políticos e não possui compromissos com grupos de interesse. Para Grassi, essa independência poderia explicar a reação contra sua candidatura. A decisão ocorre no mesmo momento em que Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, também foi alvo de uma determinação de Toffoli envolvendo perfis de redes sociais que não haviam sido informados no registro da candidatura. No caso de Renan, o ministro determinou a suspensão da propaganda eleitoral digital, dos repasses do Fundo Eleitoral e da participação em debates Debate sobre as regras eleitorais As decisões abriram uma discussão dentro e fora do TSE sobre a proporcionalidade das punições. Outros ministros da Corte defenderam que questões relacionadas ao uso irregular de redes sociais deveriam ser analisadas em processos específicos de propaganda eleitoral ou abuso dos meios de comunicação, e não necessariamente no processo de registro da candidatura. O caso de Grassi deverá continuar sendo acompanhado pela Justiça Eleitoral. Enquanto isso, a disputa presidencial de 2026 ganha mais um capítulo envolvendo redes sociais, regras eleitorais e os limites da propaganda política na internet. Navegação de Post Toffoli suspende campanha de Renan Santos à Presidência e restringe atuação do candidato Toffoli muda decisão e libera campanha de Renan Santos