Polícia Civil do Paraná aponta que empresário de 31 anos teria participado da articulação do crime; vítima foi confundida com o verdadeiro alvo do atentado

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, nesta sexta-feira (4), um empresário de 31 anos suspeito de ser um dos mandantes e articuladores do ataque que terminou com a morte do empresário Hugo Gabriel Moll, de 39 anos, em uma barbearia de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

A prisão temporária ocorreu durante uma nova fase das investigações sobre o crime, que também deixou o proprietário da barbearia, João Victor Pereira, gravemente ferido. Segundo a investigação, Hugo não era o alvo dos criminosos: ele teria sido confundido com outro homem, que havia deixado o estabelecimento poucos segundos antes.

Ataque aconteceu em junho

O crime ocorreu em 19 de junho de 2026, em uma barbearia localizada na Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará, em Ponta Grossa.

De acordo com a investigação, um homem usando capacete vermelho, jaqueta azul e roupas escuras entrou no estabelecimento armado com uma pistola calibre 9 mm e efetuou diversos disparos.

Hugo foi atingido na cabeça e morreu ainda no local. O proprietário da barbearia também foi baleado, atingido no tórax. Ele precisou permanecer internado por mais de 20 dias, mas sobreviveu e posteriormente recebeu alta.

Vítima chegou apenas 10 segundos depois do alvo

A investigação revelou uma circunstância que mudou completamente a compreensão do crime.

Segundo o delegado Luís Gustavo Timossi, responsável pelo caso, o verdadeiro alvo do ataque era um homem investigado por envolvimento com o tráfico de drogas.

Imagens das câmeras de segurança mostraram que esse homem deixou a barbearia aproximadamente dez segundos antes da chegada de Hugo.

Pouco depois, Hugo entrou no estabelecimento para cortar a barba. Os criminosos teriam confundido o empresário com o homem que pretendiam matar e executaram o ataque.

A vítima, segundo a polícia, não tinha antecedentes criminais.

Empresário teria participado da organização

A nova etapa da investigação levou à prisão de um empresário apontado como um dos responsáveis pela articulação do crime.

Segundo a PCPR, o suspeito teria participado do planejamento e da organização da ação que resultou na morte de Hugo e na tentativa de homicídio contra o barbeiro.

A prisão é temporária, e o empresário é tratado como suspeito. A investigação ainda precisa reunir elementos que comprovem individualmente a participação dele e esclarecer toda a cadeia de responsabilidades.

Cinco suspeitos já haviam sido presos

Antes da prisão realizada nesta sexta-feira, a Polícia Civil já havia prendido cinco pessoas suspeitas de participação no ataque.

Na operação realizada em 28 de julho, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão.

Na ocasião, um homem de 34 anos foi apontado como responsável pela organização da ação. Outro investigado, de 24 anos, teria fornecido apoio e a arma utilizada no homicídio. Um terceiro suspeito, de 27 anos, teria monitorado o verdadeiro alvo e conduzido o veículo usado na fuga.

Outros dois investigados, de 25 e 19 anos, também foram presos por suspeita de participação no crime.

Investigação tenta identificar todos os envolvidos

Com a nova prisão, a Polícia Civil busca esclarecer como o ataque foi planejado, quem determinou a execução e qual teria sido a participação de cada suspeito.

A polícia também trabalha para determinar com precisão a relação entre os envolvidos e o homem que seria o verdadeiro alvo.

As imagens das câmeras de segurança tiveram papel importante na reconstrução da sequência dos acontecimentos e permitiram aos investigadores perceber que a vítima havia chegado ao estabelecimento momentos depois da saída do alvo original.

Dono da barbearia também foi atingido

Além de Hugo, o proprietário do estabelecimento foi baleado durante o ataque.

Uma das linhas investigativas é a de que o barbeiro teria sido atingido em uma possível tentativa dos criminosos de eliminar uma testemunha do homicídio.

Ele sobreviveu aos ferimentos e permaneceu internado por mais de três semanas antes de receber alta.

Crime chocou moradores de Ponta Grossa

O assassinato chamou atenção pela violência e, posteriormente, pela descoberta de que a vítima aparentemente não era o alvo pretendido pelos criminosos.

Hugo Gabriel Moll trabalhava no setor da construção civil. Segundo informações divulgadas durante a investigação, ele havia se casado recentemente e era pai de um menino de 12 anos.

A família afirmou que Hugo havia entrado na barbearia casualmente antes de uma viagem e acabou sendo atingido porque chegou ao local poucos segundos depois do homem que os criminosos procuravam.

Caso segue sob investigação

Apesar das prisões realizadas, a investigação ainda não foi concluída. A Polícia Civil deverá analisar novos elementos para determinar a participação de cada suspeito e verificar se outras pessoas tiveram envolvimento no planejamento ou na execução do atentado.

A prisão do empresário representa mais um avanço na tentativa de esclarecer quem teria ordenado o ataque e como os criminosos foram mobilizados.

Enquanto as diligências continuam, todos os suspeitos são considerados investigados e têm direito à presunção de inocência até eventual condenação definitiva pela Justiça.

Resumo do caso

  • Vítima: Hugo Gabriel Moll, 39 anos;
  • Local: Ponta Grossa, Paraná;
  • Data do crime: 19 de junho de 2026;
  • Suspeito preso: empresário de 31 anos;
  • Acusação: suspeita de ser um dos mandantes e articuladores;
  • Motivo da morte: vítima teria sido confundida com o verdadeiro alvo;
  • Outro ferido: proprietário da barbearia, João Victor Pereira;
  • Prisões anteriores: cinco suspeitos já haviam sido detidos;
  • Situação: investigação continua para esclarecer a participação de todos os envolvidos.

Fontes: Polícia Civil do Paraná, Metrópoles e BnT Online.

Polícia Civil do Paraná – informações sobre a investigação

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