Levantamento mostra mudanças nos preços médios dos principais combustíveis; gasolina caiu 0,3%, para R$ 6,53 por litro, enquanto o diesel S-10 permaneceu em R$ 6,88 O preço médio dos combustíveis apresentou movimentos diferentes no início de setembro no Brasil. Segundo dados do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, registrou alta, enquanto a gasolina apresentou queda e o diesel S-10 permaneceu praticamente estável. A ANP acompanha semanalmente os preços praticados pelos revendedores em todo o país. O levantamento contempla combustíveis automotivos e o botijão de GLP de 13 quilos, permitindo acompanhar as oscilações do mercado nacional. Gasolina registra queda A gasolina comum apresentou recuo de 0,3% na comparação semanal, chegando ao preço médio de R$ 6,53 por litro. Apesar da redução percentual relativamente pequena, o movimento representa uma mudança em relação à semana anterior. O preço dos combustíveis pode variar de acordo com fatores como custos de distribuição e revenda, condições regionais de mercado, tributos e preços praticados pelos fornecedores. Os dados da ANP são médias nacionais e, portanto, não significam que o consumidor encontrará necessariamente esse valor em todos os postos. A agência divulga os resultados por regiões, estados e municípios, justamente porque existem diferenças importantes entre as localidades. Diesel S-10 permanece em R$ 6,88 O óleo diesel S-10 ficou estável na comparação considerada, com preço médio nacional de R$ 6,88 por litro. O combustível é amplamente utilizado por caminhões, ônibus e veículos comerciais e, por isso, seu preço tem impacto direto sobre os custos de transporte e logística. Alterações no diesel podem acabar influenciando despesas de frete e, indiretamente, os preços de produtos transportados pelas rodovias. O levantamento da ANP acompanha separadamente as diferentes modalidades de diesel e disponibiliza séries históricas para permitir a comparação da evolução dos preços ao longo do tempo. Gás de cozinha fica mais caro O principal destaque da semana ficou por conta do GLP de 13 quilos, o tradicional botijão de gás de cozinha, que apresentou alta no período. O produto tem peso importante no orçamento das famílias brasileiras, especialmente entre consumidores que utilizam o botijão como principal fonte de gás para preparar alimentos. Assim como ocorre com os combustíveis automotivos, o preço final do botijão pode variar significativamente de uma cidade para outra. A pesquisa da ANP considera os valores efetivamente encontrados nos estabelecimentos pesquisados e calcula médias para diferentes abrangências geográficas. Por que os preços variam? Os preços cobrados dos consumidores não dependem de um único fator. Entre os componentes que podem influenciar o valor final estão os preços do produto, custos de transporte, distribuição, revenda, tributos e condições de mercado. A ANP também acompanha os preços de paridade de importação (PPI), calculados pela S&P Global Commodity Insights. Para o GLP, por exemplo, a metodologia considera preços nos portos de Suape (PE) e Santos (SP), além de custos associados, sem incluir tributos. A agência utiliza essas informações para ampliar a transparência sobre a formação e o comportamento dos preços dos combustíveis no país. ANP acompanha possíveis preços abusivos Além do levantamento periódico, a ANP intensificou em 2026 ações de fiscalização relacionadas aos preços dos combustíveis. Entre 24 e 28 de agosto, por exemplo, a agência informou ter realizado 127 ações de fiscalização com foco em preços abusivos em 18 estados. Do total, 19 ocorreram em revendedores de GLP, enquanto 107 foram realizadas em postos de combustíveis líquidos. Em junho, a ANP também aprovou resoluções estabelecendo critérios para caracterizar situações de elevação abusiva de preços tanto entre revendedores quanto entre distribuidores de combustíveis líquidos e GLP. Preços podem mudar novamente A ANP ressalta que seus levantamentos representam uma fotografia do mercado durante determinado período de coleta. Portanto, os valores podem sofrer alterações na semana seguinte, dependendo das condições de mercado. Além disso, a média nacional não representa necessariamente o preço praticado em cada município. Em determinadas regiões, o consumidor pode encontrar valores significativamente acima ou abaixo da média brasileira. A agência disponibiliza os dados semanais por combustível, estado e município, permitindo acompanhar a evolução dos preços e comparar os valores registrados ao longo das semanas. Resumo dos principais movimentos Gasolina comum: queda de 0,3%, para R$ 6,53 por litro; Diesel S-10: estabilidade, com média de R$ 6,88 por litro; GLP P-13: registrou alta na semana; Os valores são médias de levantamento da ANP e podem variar entre estados, cidades e estabelecimentos. O cenário mostra um comportamento desigual entre os principais combustíveis: enquanto a gasolina recuou e o diesel ficou estável, o gás de cozinha avançou, mantendo atenção sobre o impacto dos preços dos combustíveis no orçamento das famílias e nos custos de transporte e distribuição. Fonte: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Fonte oficial: ANP — Levantamento de Preços de Combustíveis Navegação de Post ALCOLUMBRE SINALIZA POSSIBILIDADE DE “IMPEACHMENT CRUZADO” DE MORAES E MENDONÇA Zelensky propõe à Rússia cessar-fogo durante negociações com os EUA