Dois fortes abalos sísmicos foram registrados na região central da Dorsal Mesoatlântica nesta terça-feira (13). Avaliação internacional indicou baixo impacto humanitário e não apontou risco significativo de tsunami.

Dois terremotos de forte magnitude foram registrados no Oceano Atlântico nesta terça-feira (13), em uma área localizada a aproximadamente 1.900 quilômetros de Recife, capital de Pernambuco. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os abalos atingiram magnitudes de 6,7 e 6,9.

Os registros foram divulgados pelo sistema internacional de monitoramento de desastres GDACS. Os dois eventos ocorreram em alto-mar, na região central da Dorsal Mesoatlântica, e tiveram profundidade estimada em cerca de 10 quilômetros.

Apesar da magnitude dos tremores, a avaliação inicial indicou baixo potencial de impacto humanitário, principalmente pela distância em relação a áreas habitadas.

Dois terremotos foram registrados em poucas horas

O primeiro terremoto, de magnitude 6,7, ocorreu às 2h44, no horário de Brasília. Pouco mais de seis horas depois, às 9h23, um segundo abalo foi registrado, alcançando magnitude 6,9.

Segundo os dados do USGS, os epicentros ficaram em pontos próximos da região central da Dorsal Mesoatlântica, uma extensa cadeia de montanhas submarinas que atravessa o Oceano Atlântico.

Os registros apontam profundidade de aproximadamente 10 quilômetros para os dois terremotos.

Região fica distante do litoral brasileiro

A distância dos epicentros em relação ao Nordeste brasileiro ajuda a dimensionar a localização dos fenômenos. Os terremotos ocorreram em alto-mar, e os dados consultados não indicam que os abalos tenham acontecido em território brasileiro ou junto à costa nordestina.

Até as informações disponíveis nos registros consultados, não havia indicação de vítimas ou danos no Brasil relacionados aos dois eventos.

Sistema internacional não apontou alerta significativo de tsunami

O GDACS classificou os dois episódios na categoria verde, utilizada para situações em que a estimativa inicial aponta baixo impacto humanitário.

A avaliação considera fatores como magnitude, profundidade, localização e exposição da população aos efeitos do terremoto.

Nos dados referentes ao abalo de magnitude 6,9, o sistema não indicou altura significativa de onda de tsunami. Portanto, os registros consultados não apontaram ameaça relevante de tsunami associada ao evento.

A classificação verde representa uma avaliação inicial de risco e não significa que terremotos dessa magnitude sejam inofensivos em qualquer circunstância. O potencial de destruição depende também da localização do epicentro, da profundidade e da proximidade de áreas habitadas.

Monitoramento sísmico continua

Os registros dos dois terremotos foram disponibilizados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, responsável pelo monitoramento e pela análise de eventos sísmicos em diferentes regiões do planeta.

A ocorrência de tremores na Dorsal Mesoatlântica está relacionada à atividade tectônica no fundo do oceano, onde placas da crosta terrestre se afastam e interagem.

Fonte: Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e Sistema Global de Alerta e Coordenação de Desastres (GDACS).

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