Levantamento aponta Flávio Bolsonaro com 46% e Lula com 44% no segundo turno. Para o jornalista Leonardo Sakamoto, resultado pode explicar mudança de postura da campanha bolsonarista sobre a participação em debates. A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (14), movimentou os bastidores da disputa presidencial. O levantamento aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os candidatos estão em situação de empate técnico. O resultado foi analisado pelo jornalista e colunista do UOL Leonardo Sakamoto, doutor em Ciência Política. Na avaliação dele, os números representam uma notícia positiva para a campanha petista e ajudam a compreender mudanças recentes na postura dos adversários. Sakamoto relaciona pesquisa à participação em debates Ao comentar o levantamento, Sakamoto avaliou que a redução da distância entre os candidatos pode ter influenciado a estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro, especialmente em relação à participação em confrontos diretos na televisão. “E uma notícia que até explica por que o senador Flávio Bolsonaro decidiu, enfim, ir para o primeiro debate, da Bandeirantes, no domingo à noite”, afirmou o jornalista, conforme declaração reproduzida pelo BNews. A análise sugere que uma disputa mais equilibrada aumenta a importância dos debates televisivos, que oferecem aos candidatos a oportunidade de apresentar propostas, defender suas posições e responder aos questionamentos dos adversários. A avaliação, porém, é uma interpretação do colunista. Os números da pesquisa, por si só, não comprovam que a decisão de participar do debate tenha sido motivada pelo resultado do levantamento. Empate técnico mantém disputa aberta Com Flávio Bolsonaro registrando 46% e Lula aparecendo com 44%, a diferença numérica é de dois pontos percentuais. Considerando a margem de erro informada de dois pontos, não é possível afirmar, com base apenas nesses números, que um dos candidatos esteja estatisticamente à frente. O resultado mantém a disputa em aberto e reforça a importância dos próximos levantamentos, da campanha eleitoral e dos debates entre os candidatos. As pesquisas eleitorais representam um retrato das intenções de voto no período em que são realizadas. Elas não determinam o resultado das urnas, que depende da escolha dos eleitores no dia da votação. Fonte: BNews, com informações sobre a pesquisa Genial/Quaest e a análise de Leonardo Sakamoto. Navegação de Post Jornalista detona Margareth Menezes por demora em homenagear Netinho: “Coisa feia e inculta” R$ 4,4 milhões e 122 veículos: PF mira suspeitos de esquema com carros públicos doados pela União