Mateus Isaac Cardoso Silva, de 22 anos, é investigado pela morte da ex-namorada Ana Clara Soares de Oliveira, em Taboão da Serra. Depoimentos apontam ameaças e agressões anteriores ao crime.

A Polícia Militar prendeu, na noite de terça-feira (13), Mateus Isaac Cardoso Silva, de 22 anos, suspeito de matar a ex-namorada Ana Clara Soares de Oliveira, de 19 anos, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O caso é investigado como feminicídio.

A jovem foi morta na madrugada de segunda-feira (12), em uma residência localizada na Rua Itu, no Jardim Três Marias. De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, o imóvel pertencia a um amigo do investigado, que teria deixado Ana Clara e Mateus sozinhos por alguns minutos.

Suspeito teria alegado disparo acidental

Conforme os depoimentos registrados no boletim de ocorrência, uma discussão teria ocorrido enquanto o proprietário da casa estava ausente. Ao retornar, o amigo encontrou Mateus no portão e ouviu dele que teria atingido Ana Clara com um tiro “sem querer”.

Ainda segundo os relatos, o suspeito teria pedido ajuda para se esconder. O homem recusou o pedido e, ao encontrar a jovem baleada, procurou socorro. As equipes de atendimento constataram a morte de Ana Clara no local.

As circunstâncias do disparo e a versão apresentada pelo investigado fazem parte da apuração policial.

Fuga teria ocorrido com motocicleta de amigo

Após o crime, Mateus teria fugido utilizando a motocicleta do proprietário da residência. Segundo as informações divulgadas, o veículo estava estacionado em frente ao imóvel, com a chave na ignição.

Mensagens e áudios enviados pelo suspeito à própria mãe também foram mencionados nos relatos reunidos pela polícia e podem contribuir para o esclarecimento dos fatos.

A prisão ocorreu na noite de terça-feira (13), após as buscas pelo investigado.

Depoimentos apontam ameaças e agressões anteriores

Os relatos reunidos durante a investigação também apontam possíveis episódios de violência anteriores à morte de Ana Clara.

Uma testemunha afirmou à polícia que Mateus teria falado sobre comprar uma arma para matar a jovem porque não aceitava o fim do relacionamento.

A mãe do investigado também relatou à Polícia Civil um episódio anterior em que o filho teria tentado enforcar Ana Clara. Essas declarações integram a investigação e deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

Os relatos reforçam a necessidade de apurar se havia um histórico de violência e quais circunstâncias antecederam o assassinato.

Investigação continua

Depois da prisão, Mateus foi encaminhado ao 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, responsável pela investigação. Segundo as informações divulgadas, a Justiça havia determinado sua prisão temporária por 30 dias.

A perícia examinou a residência onde a jovem foi encontrada, e o celular de Ana Clara foi apreendido para auxiliar na apuração.

Até as informações disponíveis no material consultado, não havia identificação da defesa do suspeito. A investigação deverá esclarecer a dinâmica do crime e reunir elementos para a responsabilização criminal, respeitando o direito de defesa e a presunção de inocência.

A morte de Ana Clara reacende o alerta sobre a violência contra mulheres e a importância de levar a sério ameaças e agressões em relacionamentos, especialmente quando há sinais de risco após uma separação.

Fonte: Bacci Notícias.

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