O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros pelo menos 74 políticos que foram alvos de investigações relacionadas à Operação Lava Jato estão concorrendo a cargos nas eleições de 2026. O levantamento foi divulgado pelo Poder360 neste domingo (30). Segundo o levantamento, entre os 75 candidatos identificados, nove chegaram a ser presos em algum momento em decorrência das investigações e tiveram condenações, definitivas ou não. A relação foi elaborada com base em registros de candidaturas na Justiça Eleitoral, informações de inquéritos e dados publicados pela imprensa. A situação jurídica dos candidatos, entretanto, não é igual. Alguns foram apenas investigados, enquanto outros chegaram a ser denunciados, condenados ou presos. Em diversos casos, processos foram arquivados ou condenações acabaram anuladas posteriormente. Lula é o caso de maior repercussão O caso de Lula é considerado o mais emblemático. O presidente foi condenado nos processos relacionados ao tríplex do Guarujá e ao sítio de Atibaia, permanecendo preso por 580 dias, entre abril de 2018 e novembro de 2019. Em março de 2021, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou as condenações de Lula relacionadas à Lava Jato ao entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar aqueles processos. A decisão posteriormente foi confirmada pelo plenário do STF. Os processos foram encaminhados para a Justiça Federal do Distrito Federal e, posteriormente, considerados prescritos. Com isso, Lula recuperou os direitos políticos e disputou a eleição presidencial de 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro no segundo turno. Agora, em 2026, Lula tenta novamente chegar ao Palácio do Planalto para um quarto mandato. Outros nomes também estão nas urnas Entre os candidatos que foram alvos da Lava Jato e chegaram a ser presos estão André Vargas (PT-PR), Beto Richa (PSDB-PR), Delcídio do Amaral (PRD-MS), Delúbio Soares (PT-GO), Eduardo Cunha (Republicanos-MG), Luiz Argôlo (Republicanos-BA), Marconi Perillo (PSDB-GO) e José Dirceu (PT-SP). O levantamento ressalta que os casos são diferentes entre si. Portanto, o fato de um candidato aparecer na relação não significa que ele tenha atualmente uma condenação válida ou que tenha sido considerado culpado de forma definitiva. Lava Jato volta ao debate eleitoral A presença de antigos alvos da operação na disputa eleitoral de 2026 recoloca a Lava Jato no centro do debate político brasileiro. A operação, que teve como principal foco esquemas de corrupção envolvendo a Petrobras e grandes empreiteiras, produziu centenas de investigações e condenações ao longo dos anos. Com o passar do tempo, porém, decisões judiciais anularam parte dos processos e condenações, enquanto outros casos foram arquivados. O tema voltou a ganhar força durante a campanha presidencial, principalmente em razão da trajetória de Lula e das críticas feitas por diferentes grupos políticos à condução da operação. Disputa de 2026 Lula aparece novamente como um dos principais nomes da disputa presidencial. Ao mesmo tempo, outros políticos com histórico de investigações relacionadas à Lava Jato tentam retornar ou permanecer na vida pública. O cenário mostra como personagens envolvidos em alguns dos maiores escândalos políticos do país continuam tendo espaço nas eleições, cabendo ao eleitor analisar o histórico, a situação jurídica e as propostas de cada candidato antes de votar. A eleição de 2026 acontece em 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Importante: ser citado como alvo ou investigado pela Lava Jato não significa, por si só, ter sido condenado. Em vários casos, houve anulação de condenações, arquivamento de investigações ou outras decisões judiciais que modificaram a situação dos envolvidos. Navegação de Post Lula troca nome de Janja por Marisa durante evento em Belo Horizonte Ex-presidente da CPMI do INSS protocola novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes