Senador critica atuação da Polícia Federal no caso Banco Master, questiona o uso de relatórios de inteligência contra o ministro André Mendonça e defende a saída do diretor-geral Andrei Rodrigues. Declarações ampliam a crise institucional envolvendo STF, PF e governo federal. O senador Sergio Moro intensificou as críticas à cúpula da Polícia Federal e passou a defender publicamente a demissão do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, em meio à crise envolvendo o caso Banco Master e os desdobramentos dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevistas e manifestações públicas, Moro afirmou que a utilização de relatórios de inteligência da PF para embasar questionamentos contra o ministro André Mendonça levanta dúvidas sobre uma possível instrumentalização política de setores da instituição. A declaração ocorre após a divulgação de documentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes para apontar possíveis irregularidades na atuação de Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master. Parte desse material, segundo reportagens, teria sido classificada internamente pela própria Polícia Federal como documento sem valor probatório e baseado em análises preliminares. Críticas à direção da PF Para Moro, a permanência de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal enfraqueceria a credibilidade da corporação caso se confirme o uso inadequado de relatórios de inteligência. O senador afirmou que a PF deve atuar de maneira técnica e independente, sem ser utilizada em disputas políticas ou institucionais. Segundo ele, é necessário esclarecer a origem, a validade e a utilização dos documentos que passaram a integrar o debate envolvendo ministros do STF. As declarações também aumentam a pressão sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela indicação de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF. Caso Banco Master amplia tensão institucional A crise ganhou força após Mendonça tornar públicos documentos relacionados às investigações do Banco Master, envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e outras apurações conduzidas pela Polícia Federal. Posteriormente, Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, informações apontando supostos indícios de irregularidades na atuação de Mendonça. O episódio aprofundou as divergências internas no Supremo e provocou reações de parlamentares da oposição, que passaram a questionar o uso de informações de inteligência em disputas entre integrantes da Corte. Críticos de Moraes sustentam que houve tentativa de transformar Mendonça em alvo político após sua atuação em casos sensíveis. Já aliados do ministro defendem que eventuais suspeitas sobre qualquer autoridade pública devem ser apuradas dentro dos procedimentos legais. Debate sobre independência institucional As declarações de Moro reacendem uma discussão recorrente sobre os limites da atuação de órgãos de investigação e a necessidade de preservar a autonomia das instituições. A Polícia Federal, por sua natureza, possui atribuições técnicas e investigativas, mas frequentemente se torna protagonista de debates políticos em momentos de forte polarização. Até o momento, a direção da PF não anunciou mudanças relacionadas ao caso, e o governo federal também não indicou qualquer intenção de substituir Andrei Rodrigues. Enquanto isso, o embate entre integrantes do STF, parlamentares e setores da Polícia Federal continua ampliando a tensão política em Brasília, num momento em que diferentes instituições passam a ser questionadas sobre seus limites de atuação e mecanismos de controle. Importante: as críticas apresentadas por Sergio Moro representam posicionamentos políticos do senador. Até o momento, não há decisão judicial reconhecendo uso ilegal ou político da Polícia Federal no caso citado, e os fatos seguem sendo discutidos nos âmbitos institucional e jurídico. Navegação de Post “Careca do INSS” pede à Justiça Eleitoral para votar dentro da Papuda Polícia política? Moro acusa cúpula da PF de agir contra Mendonça e cobra demissão de Andrei Rodrigues