Advogada dos irmãos desaparecidos em Bacabal acionou o Consulado-Geral do Brasil em Miami para verificar se eles estão entre os 163 menores resgatados durante operação contra tráfico e exploração infantil Uma nova possibilidade reacendeu a esperança da família dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. A advogada que acompanha o caso acionou o Consulado-Geral do Brasil em Miami para solicitar informações e verificar se existe alguma possibilidade de os dois irmãos estarem entre as 163 crianças e adolescentes resgatados durante uma operação realizada nos Estados Unidos. A operação, denominada Statewide Shield, ocorreu entre os dias 17 e 21 de agosto, na Flórida, e envolveu autoridades americanas em ações destinadas a localizar menores em situação de vulnerabilidade e vítimas de abuso, negligência e exploração. Família busca cruzamento de informações A iniciativa partiu da defesa da família como uma nova tentativa de ampliar as possibilidades de localização das crianças. Segundo informações divulgadas sobre o caso, a advogada Nathaly Moraes procurou as autoridades brasileiras nos Estados Unidos para verificar se os dados dos irmãos poderiam ser confrontados com informações dos menores encontrados durante a operação. A intenção é descobrir se existe alguma correspondência que justifique uma investigação mais aprofundada. Até o momento, entretanto, não há confirmação oficial de que Ágatha e Allan estejam entre as crianças resgatadas nos Estados Unidos. Também não foram divulgados elementos que comprovem que os irmãos tenham deixado o território brasileiro. Desaparecimento completa oito meses Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, quando estavam na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Segundo os relatos reunidos durante as buscas, os irmãos saíram para brincar acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos. O menino foi encontrado com vida três dias depois, em uma área de mata, enquanto Ágatha e Allan continuaram desaparecidos. Desde então, uma grande operação de buscas foi realizada na região, envolvendo forças de segurança, bombeiros, militares, cães farejadores, voluntários e moradores. As buscas chegaram a abranger áreas de mata, rios e lagos próximos à comunidade. Diversas hipóteses já foram investigadas Ao longo dos meses, diferentes possibilidades foram consideradas pelas autoridades. Entre as hipóteses investigadas estiveram desaparecimento em área de mata, possível sequestro e outras circunstâncias relacionadas ao deslocamento das crianças. Também foram verificadas denúncias sobre possíveis avistamentos em outros estados. Em janeiro, por exemplo, uma denúncia levou policiais até um hotel em Água Azul do Norte, no Pará, após um homem afirmar ter visto uma mulher acompanhada de duas crianças semelhantes aos irmãos. A diligência, porém, descartou a possibilidade de serem Ágatha e Allan. Outro alerta levou investigadores a verificar uma denúncia em um hotel na região central de São Paulo. As autoridades posteriormente concluíram que as crianças encontradas no local não eram os irmãos desaparecidos. Operação nos Estados Unidos trouxe nova possibilidade A operação americana trouxe uma nova frente para a família justamente porque entre os menores encontrados havia crianças de diferentes idades e situações de vulnerabilidade. A possibilidade de que algum brasileiro estivesse entre os resgatados motivou a defesa dos irmãos a buscar informações por meio das autoridades diplomáticas brasileiras. A partir do cruzamento de informações, poderão ser verificadas características físicas, documentação disponível e outros elementos capazes de confirmar ou descartar qualquer coincidência. No entanto, uma eventual semelhança não seria suficiente para confirmar a identidade. Uma confirmação dependeria de procedimentos oficiais de identificação. Interpol e autoridades internacionais A família também busca apoio de organismos internacionais para ampliar a checagem de informações. Segundo relatos divulgados sobre o caso, a Interpol teria entrado em contato com familiares para tratar de procedimentos relacionados à identificação e à investigação internacional. Esse tipo de cooperação pode permitir o compartilhamento de informações entre autoridades de diferentes países quando existe a possibilidade de que uma pessoa desaparecida esteja fora do território nacional. Até o momento, porém, não foi divulgada uma confirmação oficial de que Ágatha ou Allan estejam nos Estados Unidos. Polícia mantém investigação sob sigilo A Polícia Civil do Maranhão informou, em nota publicada em agosto, que o inquérito sobre o desaparecimento dos irmãos tramita sob sigilo. Segundo a corporação, a restrição de acesso às informações busca preservar a eficácia das diligências e evitar que a divulgação antecipada de determinados elementos possa prejudicar a investigação. A polícia também informou que somente os delegados e investigadores diretamente responsáveis pelo caso possuem acesso integral aos autos. A corporação alertou ainda para o risco de informações incompletas ou interpretações equivocadas prejudicarem uma investigação considerada sensível e ainda em andamento. Esperança e cautela Para a família, qualquer nova possibilidade representa uma oportunidade de buscar respostas depois de meses sem informações conclusivas sobre o paradeiro das crianças. A possibilidade de ligação com os menores resgatados nos Estados Unidos, entretanto, deve ser tratada com cautela. Até que autoridades brasileiras e americanas concluam o cruzamento de dados e eventuais exames de identificação, não é possível afirmar que Ágatha e Allan estejam entre as 163 crianças resgatadas. A expectativa agora está concentrada na obtenção de informações oficiais que possam confirmar ou descartar a hipótese. Caso continua sem resposta O desaparecimento dos irmãos permanece como um dos casos de maior repercussão no Maranhão em 2026. Oito meses depois do desaparecimento, a família continua aguardando informações concretas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan. A nova possibilidade envolvendo a operação americana amplia o campo de investigação, mas ainda não representa uma confirmação. Enquanto as autoridades brasileiras e internacionais realizam as verificações necessárias, familiares mantêm a esperança de encontrar os irmãos e esclarecer o que aconteceu desde o dia 4 de janeiro. Alfa Notícia7 continuará acompanhando o caso e atualizará esta reportagem caso as autoridades divulguem novas informações sobre o cruzamento de dados ou sobre o paradeiro das crianças. Navegação de Post NAMORADA DE ANDREI ENTRA NO RADAR APÓS REUNIÕES COM AMBIPAR, CITADA EM INVESTIGAÇÕES LIGADAS AO CASO BANCO MASTER LULA RECORRE A FACHIN PARA TENTAR REVERTER AFASTAMENTO DE ANDREI RODRIGUES DA PF