Alcolumbre é denunciado no Conselho de Ética do Senado Federal

Senador Carlos Viana protocolou representação contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pediu análise de possível afastamento cautelar do comando da Casa

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), foi alvo de uma nova representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar nesta quinta-feira (3). A iniciativa foi apresentada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que questiona a condução de Alcolumbre diante dos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Viana, Alcolumbre havia recebido um prazo para apresentar um encaminhamento institucional aos pedidos de impeachment. Como, segundo o senador, nenhuma providência foi apresentada até o meio-dia desta quinta-feira, ele decidiu formalizar a representação.

Na avaliação de Viana, a ausência de encaminhamento pode caracterizar omissão no exercício das atribuições da Presidência do Senado. A representação solicita que a conduta de Alcolumbre seja analisada pelo Conselho de Ética e inclui um pedido para que seja avaliado seu afastamento provisório da Presidência da Casa.

Conselho de Ética está sem funcionar

A situação, porém, envolve um obstáculo importante: o Conselho de Ética do Senado não está regularmente instalado, o que impede, neste momento, que a representação avance normalmente.

O próprio Senado registra a existência de outra petição contra Alcolumbre. A PCE 9/2026, apresentada em junho por cidadãos, pede a abertura de procedimento disciplinar por quebra de decoro parlamentar contra o senador. O processo consta como “em tramitação”, mas aguarda a designação dos membros da comissão.

A paralisação do colegiado já havia provocado críticas de parlamentares. Em julho, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou que buscaria o Supremo para garantir a instalação do Conselho de Ética e permitir o andamento da representação apresentada pelo partido contra Alcolumbre

Mais pressão sobre o presidente do Senado

A nova representação aumenta a pressão política sobre Alcolumbre em um momento de forte disputa entre setores do Senado e o Supremo Tribunal Federal.

Carlos Viana sustenta que os pedidos de impeachment contra ministros do STF precisam receber o devido encaminhamento institucional. A controvérsia ganhou força especialmente em relação a Alexandre de Moraes, que é alvo de diversos pedidos de responsabilização apresentados ao Senado.

Alcolumbre, por sua vez, afirmou nesta quinta-feira que vem sendo alvo de ataques e críticas de colegas. Em pronunciamento no plenário, o presidente do Senado reagiu às cobranças e classificou parte das manifestações contra sua atuação como ataques pessoais.

O que acontece agora?

Apesar do protocolo da representação, isso não significa que Alcolumbre tenha sido condenado ou que esteja afastado da Presidência do Senado. O pedido ainda depende dos procedimentos previstos no Senado e, principalmente, da regularização do funcionamento do Conselho de Ética.

Assim, a representação de Carlos Viana abre uma nova frente de pressão contra o presidente da Casa, mas qualquer eventual punição ou afastamento dependerá da tramitação e da análise formal do caso.

Fonte principal: Senado Federal e informações divulgadas nesta quinta-feira (3) por veículos como Congresso em Foco, Metrópoles e Itatiaia. A existência da PCE 9/2026 contra Davi Alcolumbre também pode ser conferida diretamente no sistema oficial do Senado.

Consultar a PCE 9/2026 no Senado Federal

Leia a reportagem do Congresso em Foco sobre a nova representação

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