Rogério Marinho defende manifestações pacíficas no 7 de Setembro e afirma que mobilização deve representar reação da população ao governo Lula e ao ministro Alexandre de Moraes 06/09/2026 — 15h09 O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), reforçou a convocação de apoiadores para as manifestações previstas para esta segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil. A mobilização organizada pelo Partido Liberal na Avenida Paulista, em São Paulo, tem entre seus principais lemas “Fora Lula, Fora Moraes”, “É agora ou nunca” e “Vamos juntos resgatar o Brasil”. A concentração está prevista para as 15h. Marinho defendeu que os protestos sejam realizados de maneira pacífica e apresentou a mobilização como uma oportunidade para que a população manifeste sua insatisfação com o atual cenário político brasileiro. “É agora ou nunca” Nas manifestações de apoio à campanha de Flávio Bolsonaro, a expressão “É agora ou nunca” passou a ser utilizada como uma das principais palavras de ordem para o ato. Marinho também associou politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em declaração divulgada durante a mobilização, o senador afirmou que, “no imaginário da população brasileira, Moraes e Lula são duas faces da mesma moeda”, argumento utilizado pela campanha de Flávio para aproximar as críticas ao governo federal das críticas dirigidas ao ministro. A avaliação é política e representa a posição do senador e de setores da oposição. A associação entre Lula e Moraes não significa que os dois exerçam as mesmas funções ou tenham responsabilidade institucional idêntica. Críticas ao STF ganham espaço na mobilização A convocação ocorre em meio à crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo. A tensão aumentou após a divulgação de mensagens relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro e ao ministro Moraes. O material veio a público depois que Mendonça retirou o sigilo de documentos da Polícia Federal. O episódio provocou reação de Moraes, que pediu providências contra a atuação de Mendonça. O caso passou a ser tratado dentro do próprio STF, ampliando a repercussão política do conflito. A oposição passou a utilizar o episódio como uma das principais bandeiras das manifestações do 7 de Setembro. Flávio, Michelle e Tarcísio confirmam presença Além de Rogério Marinho, o ato da Avenida Paulista deverá contar com importantes nomes ligados à direita. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciaram participação na manifestação. Também estão associados à mobilização parlamentares, lideranças religiosas e outras figuras políticas. Para a campanha de Flávio, a manifestação também representa uma oportunidade de demonstrar força política em um momento de crescente disputa pela Presidência da República. Mobilização acontece em outras capitais A manifestação da Paulista faz parte de uma mobilização mais ampla organizada por grupos de direita para o feriado. Há atos previstos em cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Recife, Fortaleza, Salvador, Natal, João Pessoa, Aracaju, Maceió e Vila Velha, além de municípios de diferentes Estados. Em São Paulo, a concentração na Avenida Paulista está marcada para as 15h. Campanha transforma ato em demonstração política A participação de Flávio Bolsonaro confere caráter eleitoral ao evento. O senador lançou oficialmente sua candidatura à Presidência em agosto e vem utilizando os atos públicos como parte de sua estratégia de aproximação com apoiadores. A campanha procura apresentar o 7 de Setembro como um momento de mobilização nacional em torno de pautas como liberdade, oposição ao governo Lula e críticas ao Supremo Tribunal Federal. Ao mesmo tempo, o ato ocorre em um cenário de forte polarização política, no qual manifestações de rua passaram a ocupar espaço importante na disputa eleitoral de 2026. Direito de manifestação As manifestações políticas fazem parte do exercício do direito constitucional de reunião e expressão. Entretanto, os atos devem ocorrer de forma pacífica e dentro dos limites estabelecidos pela legislação. As críticas de Marinho a Lula e Moraes representam sua posição política e a de setores da oposição. Eventuais acusações ou denúncias relacionadas às autoridades citadas devem ser analisadas pelos órgãos competentes e não podem ser tratadas como fatos comprovados apenas com base em declarações políticas. O 7 de Setembro deverá, assim, combinar as tradicionais celebrações da Independência com uma forte agenda de mobilização política. Para a oposição liderada pelo PL, a expectativa é transformar as manifestações em uma demonstração de força popular e eleitoral. Fontes: Poder360, Revista Oeste e reportagens sobre a mobilização do 7 de Setembro. Navegação de Post VERITÁ: FLÁVIO BOLSONARO LIDERA PRIMEIRO TURNO E APARECE À FRENTE DE LULA NA CORRIDA PRESIDENCIAL MENDONÇA LIBERA PARA PLENÁRIO JULGAMENTO DE CASO ENVOLVENDO MORAES