Apresentadora afirmou que não autorizou o uso de sua imagem em conteúdos eleitorais e disse que responsáveis pelos vídeos serão acionados na Justiça A apresentadora e cantora Xuxa Meneghel denunciou a circulação de vídeos falsos que utilizam sua imagem e sua voz para simular pedidos de votos para candidatos nas eleições de 2026. O alerta foi publicado por Xuxa nas redes sociais neste sábado (5). Segundo a apresentadora, os conteúdos não foram gravados por ela e não representam qualquer manifestação autorizada de sua parte. Xuxa afirmou ainda que não autorizou o uso de sua imagem para fins eleitorais e indicou que pretende tomar medidas judiciais contra os responsáveis. Xuxa alerta seguidores sobre vídeos falsos Nos Stories do Instagram, Xuxa chamou a atenção dos seguidores para os conteúdos que estão circulando na internet. A apresentadora afirmou que os vídeos utilizam recursos capazes de reproduzir sua aparência e sua voz, criando a impressão de que ela estaria fazendo declarações ou pedindo votos para determinados candidatos. “Não sou eu. É falso”, afirmou Xuxa ao negar a autenticidade dos conteúdos. A publicação ocorre em um momento de intensificação da disputa eleitoral e de aumento da utilização de ferramentas de inteligência artificial para produzir conteúdos com aparência realista. Conteúdos podem ser considerados deepfakes Vídeos desse tipo são conhecidos como deepfakes, termo utilizado para identificar conteúdos sintéticos ou manipulados por inteligência artificial que reproduzem ou alteram a imagem, a voz ou manifestações de uma pessoa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu recentemente critérios específicos para caracterizar esse tipo de material nas eleições de 2026. Pela tese aprovada pela Corte, um deepfake envolve conteúdo produzido ou manipulado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, com grau de realismo ou verossimilhança, capaz de criar, reproduzir ou alterar imagem, voz ou manifestação de uma pessoa. A decisão do TSE também estabeleceu que a vedação eleitoral ao uso de deepfakes depende de o conteúdo ser caracterizado como propaganda eleitoral. Uso não autorizado da imagem Além de negar que tenha produzido os vídeos, Xuxa afirmou que não autorizou a utilização de sua imagem e voz nos materiais que circulam nas redes sociais. A apresentadora informou que os responsáveis pelos conteúdos deverão ser acionados judicialmente. Até o momento, não há informação pública sobre uma eventual ação judicial específica apresentada por Xuxa em razão desses vídeos. A denúncia reforça uma preocupação que vem crescendo durante o período eleitoral: a possibilidade de eleitores receberem conteúdos aparentemente autênticos, mas que foram artificialmente produzidos ou alterados. Deepfakes já são alvo de preocupação nas eleições O caso envolvendo Xuxa ocorre em meio a uma série de episódios relacionados ao uso de inteligência artificial no processo eleitoral brasileiro. Em julho, a Agência Lupa identificou dezenas de vídeos no TikTok que simulavam telejornais e utilizavam recursos de inteligência artificial para apresentar supostas pesquisas eleitorais sem fonte. O levantamento encontrou 86 vídeos com esse tipo de conteúdo. Também recentemente, um vídeo falso utilizou a imagem e a voz da jornalista Renata Vasconcellos para simular uma notícia sobre o ministro Alexandre de Moraes. A checagem do Projeto Comprova identificou o uso de inteligência artificial na manipulação do conteúdo. TSE define regras para as eleições de 2026 A preocupação com conteúdos produzidos por inteligência artificial levou o TSE a estabelecer regras específicas para as eleições deste ano. Em decisão tomada no início de setembro, a Corte definiu o conceito de deepfake e determinou que a proibição prevista na regulamentação eleitoral seja aplicada quando o conteúdo também tiver caráter de propaganda eleitoral. O tribunal também destacou que é necessário analisar o conteúdo, a linguagem, os destinatários e o contexto da divulgação para determinar a natureza eleitoral de uma publicação. Alerta para os eleitores A denúncia feita por Xuxa serve também como alerta para que usuários das redes sociais tenham cautela com vídeos que apresentem declarações de personalidades públicas durante o período eleitoral. A reprodução realista de rosto e voz pode dificultar a identificação imediata de uma falsificação. Por isso, antes de compartilhar um conteúdo eleitoral, é recomendável verificar se a declaração foi publicada nos canais oficiais da pessoa envolvida ou confirmada por veículos de comunicação confiáveis. No caso de Xuxa, a própria apresentadora afirmou que os vídeos que circulam com sua imagem e voz pedindo votos são falsos e não foram autorizados por ela. O episódio deverá agora ser acompanhado também sob o ponto de vista jurídico, enquanto a Justiça Eleitoral enfrenta o desafio de combater conteúdos manipulados por inteligência artificial sem restringir manifestações legítimas durante o processo eleitoral. Navegação de Post Ex-BBB Tia Milena denuncia racismo após abordagem de segurança no Rock in Rio MORTE DE EX-VEREADOR PAULO EDUARDO GOMES GERA HOMENAGENS NO RIO, MAS SILÊNCIO DE LULA CHAMA ATENÇÃO