Dinheiro foi apreendido em Boa Vista, Roraima, após empresário sacar a quantia em uma agência bancária; PF investiga possível relação com campanha eleitoral

QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS

A Polícia Federal apreendeu R$ 4 milhões em espécie na última sexta-feira (4), em Boa Vista, Roraima. O dinheiro estava com o empresário Luiz Brito, ligado ao setor da construção civil, que havia acabado de sacar a quantia em uma agência bancária. Ele estava acompanhado do policial militar aposentado José Bertoldo Peres Júnior.

Brito é conhecido em Roraima por atuar no ramo da construção civil. Ele é fundador e diretor-proprietário da LB Construções, empresa que trabalha com obras de infraestrutura, incluindo serviços de construção de estradas e terraplanagem.

DINHEIRO FOI SACADO EM BOA VISTA

A abordagem ocorreu logo depois de Luiz Brito deixar a agência bancária com os R$ 4 milhões. O empresário e o policial aposentado foram conduzidos à sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

Durante o depoimento, Brito afirmou aos investigadores que o dinheiro seria utilizado para compra de terrenos e investimentos imobiliários. A justificativa, entretanto, não encerrou a apuração sobre a origem e o destino da quantia.

O dinheiro foi apreendido pela PF, assim como o celular do empresário. Os materiais permanecem à disposição dos investigadores para análise.

PM APOSENTADO FOI AUTUADO

José Bertoldo Peres Júnior, que acompanhava o empresário, também foi levado à Polícia Federal.

Durante a abordagem, os agentes encontraram uma arma de fogo em posse do policial militar aposentado. Segundo as informações divulgadas até o momento, ele não teria autorização para portar o armamento e acabou autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

A arma também foi apreendida. A Polícia Federal deverá comunicar o caso à Corregedoria da Polícia Militar para que sejam apuradas as circunstâncias relacionadas ao porte do armamento.

PF INVESTIGA POSSÍVEL DESTINO ELEITORAL

Além da situação envolvendo a arma, a grande questão da investigação está relacionada aos R$ 4 milhões em espécie.

A Polícia Federal apura a possibilidade de que o dinheiro tivesse como destino o financiamento da campanha de uma deputada federal que disputa uma vaga no Senado por Roraima. Até o momento, porém, não há confirmação pública de que a quantia tenha sido efetivamente entregue, utilizada ou registrada em uma campanha eleitoral.

A identidade da deputada mencionada na investigação não foi oficialmente divulgada pela Polícia Federal. Por isso, não é possível afirmar que a parlamentar tenha recebido, solicitado ou sequer tivesse conhecimento sobre o dinheiro apreendido.

EMPRESÁRIO FOI LIBERADO

Após prestar depoimento, Luiz Brito foi liberado. A apreensão do dinheiro e do celular, entretanto, permanece válida enquanto os investigadores analisam os elementos reunidos durante a ocorrência.

A situação do policial aposentado é diferente. Ele foi autuado em flagrante em razão da arma encontrada durante a abordagem.

INVESTIGAÇÃO AINDA ESTÁ NO INÍCIO

A PF deverá analisar o celular apreendido, documentos relacionados à movimentação financeira e outros elementos que possam esclarecer a origem e o destino dos R$ 4 milhões.

A investigação deverá buscar confirmar se a versão apresentada pelo empresário — de que os recursos seriam destinados a negócios imobiliários — é compatível com os documentos e movimentações financeiras identificados pelos investigadores.

Também deverá ser apurado se existe alguma ligação concreta entre o dinheiro e atividades eleitorais.

NÃO HÁ CONFIRMAÇÃO DE USO EM CAMPANHA

Até o momento, o que está confirmado é a apreensão dos R$ 4 milhões, a identificação do empresário e do policial aposentado e a investigação sobre a origem e o destino da quantia.

A hipótese de financiamento eleitoral permanece sob apuração. Não há, até agora, confirmação de que o dinheiro tenha sido utilizado em campanha, tampouco de que a deputada mencionada pelos investigadores tenha recebido os valores.

O caso deve continuar sendo investigado pela Polícia Federal, que poderá divulgar novas informações à medida que a análise do material apreendido avance.

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