Pesquisa mostra que os dois principais nomes da corrida presidencial concentram as maiores taxas de rejeição, enquanto cenário de segundo turno aparece tecnicamente empatado

A nova pesquisa Quaest mostra um cenário de forte polarização na corrida presidencial de 2026. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 55% de rejeição, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 53%. Os dois candidatos apresentam, portanto, os maiores índices de resistência entre os nomes testados pelo levantamento.

A rejeição corresponde ao percentual de entrevistados que afirmam conhecer determinado candidato e que não votariam nele de jeito nenhum. O resultado evidencia o tamanho dos grupos de eleitores que já possuem uma posição consolidada contra os dois principais nomes da disputa.

FLÁVIO E LULA CONCENTRAM AS MAIORES REJEIÇÕES

Além de Flávio Bolsonaro e Lula, outros candidatos também aparecem com índices elevados de rejeição. Pablo Marçal (PRTB) registra 44%, Ronaldo Caiado (PSD) tem 40% e Romeu Zema (Novo), 38%.

Na sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 28%, e Augusto Cury (Avante), com 25%. Os demais nomes avaliados apresentam percentuais inferiores.

Os números mostram que a eleição tende a ser marcada por uma disputa intensa pela parcela do eleitorado que ainda não possui uma decisão definitiva. Com índices elevados de rejeição, tanto Lula quanto Flávio enfrentam o desafio de ampliar suas bases para além dos eleitores que já estão alinhados politicamente com cada lado.

EMPATE ENTRE LULA E FLÁVIO NO SEGUNDO TURNO

A pesquisa também testou cenários de segundo turno. No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem com 41% das intenções de voto, configurando empate numérico dentro da margem de erro.

O levantamento mais recente foi realizado entre os dias 3 e 6 de setembro, com 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O resultado representa uma mudança em relação à rodada anterior, quando Lula aparecia numericamente à frente de Flávio por 42% a 41%. A diferença, entretanto, já estava dentro da margem de erro.

LULA MANTÉM VANTAGEM CONTRA OUTROS ADVERSÁRIOS

Apesar do empate com Flávio, Lula aparece numericamente à frente nos demais cenários de segundo turno testados pela Quaest.

Contra Ronaldo Caiado, o presidente registra 41%, contra 38% do governador de Goiás. Diante de Augusto Cury, Lula aparece com 39%, contra 35%. Contra Renan Santos, o placar é de 42% a 37%.

O maior intervalo ocorre no cenário contra Romeu Zema: Lula aparece com 44%, enquanto o governador de Minas Gerais registra 33%.

REJEIÇÃO PODE SER DECISIVA

Os índices de rejeição ganham importância em uma eleição marcada pela proximidade entre os principais concorrentes. Em uma eventual disputa entre Lula e Flávio, os dois precisariam não apenas manter suas bases eleitorais, mas também conquistar votos entre eleitores que hoje demonstram resistência a ambos.

Com a rejeição acima de 50% para os dois principais candidatos, a capacidade de cada campanha de reduzir a resistência e atrair eleitores independentes poderá ter peso significativo na reta final.

A pesquisa também mostra que o eleitorado brasileiro segue bastante dividido. A disputa entre Lula e Flávio apresenta uma combinação de alta rejeição dos dois lados e equilíbrio nas intenções de voto, tornando o cenário eleitoral especialmente competitivo.

PESQUISA FOI REALIZADA ÀS VÉSPERAS DA ELEIÇÃO

O levantamento ocorre em um momento de intensificação da disputa presidencial e de forte movimentação política no país. O resultado também é divulgado no contexto das manifestações e discursos realizados neste 7 de Setembro, quando Lula e Flávio adotaram estratégias políticas distintas diante de seus respectivos públicos.

Flávio Bolsonaro participou de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, enquanto Lula participou das celebrações oficiais da Independência em Brasília.

A proximidade entre os dois candidatos na pesquisa aumenta a importância das próximas rodadas de levantamentos, que deverão mostrar se o empate representa uma tendência de consolidação ou apenas uma oscilação dentro da margem de erro.

CENÁRIO AINDA PODE MUDAR

Embora pesquisas eleitorais sejam importantes para medir o momento da disputa, elas não determinam o resultado da eleição. Até a votação, candidatos ainda terão tempo para ampliar suas campanhas, apresentar propostas, conquistar novos eleitores e tentar reduzir os índices de rejeição.

No cenário atual, porém, os números da Quaest apontam para uma disputa presidencial cada vez mais acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Com 55% de rejeição para Flávio e 53% para Lula, os dois chegam à fase decisiva da corrida eleitoral enfrentando um eleitorado fortemente dividido.

A pesquisa registra um retrato do momento e deve ser analisada em conjunto com outros levantamentos e com a evolução das intenções de voto ao longo da campanha.

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