Levantamento mostra alta de 0,49% no preço médio nacional; São Paulo registra litro a R$ 3,81, enquanto Amapá tem a maior média do país

O preço médio do etanol hidratado subiu em 13 Estados brasileiros nesta semana, enquanto caiu em 10 e permaneceu estável em outros dois Estados e no Distrito Federal. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pela AE-Taxas. No Amapá, não foi possível estabelecer uma comparação com a semana anterior porque não houve cotação no período anterior.

Nos postos pesquisados em todo o país, o preço médio do etanol avançou 0,49%, passando para R$ 4,10 por litro.

SÃO PAULO TEM ALTA DE 1,06%

São Paulo, principal estado produtor e consumidor de etanol e também a unidade da federação com maior número de postos avaliados pela ANP, registrou alta de 1,06% na semana.

Com a variação, o preço médio do litro no estado chegou a R$ 3,81. Esse também foi o menor preço médio estadual registrado no levantamento.

O preço mínimo encontrado individualmente em um posto durante a semana foi ainda menor: R$ 3,09 por litro, também em São Paulo.

MAIOR ALTA FOI REGISTRADA EM SANTA CATARINA

Entre os estados pesquisados, a maior alta percentual foi registrada em Santa Catarina, onde o preço médio do etanol avançou 2,55%, chegando a R$ 4,43 por litro.

Já a maior queda ocorreu no Amazonas. O preço médio recuou 2,84%, para R$ 5,13 por litro.

AMAPÁ TEM O MAIOR PREÇO MÉDIO

O Amapá apresentou o maior preço médio estadual do levantamento, com o litro do etanol a R$ 5,81.

Como não houve cotação na semana anterior, entretanto, a ANP não estabeleceu uma variação percentual para o estado.

No outro extremo, São Paulo apresentou o menor preço médio entre os estados, com R$ 3,81 por litro.

O maior preço encontrado individualmente em um posto foi de R$ 6,59 por litro, em Pernambuco.

ETANOL CONTINUA MAIS COMPETITIVO EM 11 ESTADOS E NO DF

O levantamento da ANP também avaliou a relação entre os preços do etanol e da gasolina.

Na média nacional, o etanol apresentou uma paridade de 62,60% em relação ao preço da gasolina. Pela metodologia utilizada no levantamento, o biocombustível é considerado economicamente mais vantajoso quando representa até 70% do preço da gasolina.

Nesta semana, o etanol apresentou essa condição em 11 Estados e no Distrito Federal.

As paridades registradas foram:

  • Acre: 66,67%
  • Bahia: 67,41%
  • Distrito Federal: 66,12%
  • Goiás: 65,62%
  • Mato Grosso: 60,26%
  • Mato Grosso do Sul: 60,78%
  • Minas Gerais: 66,77%
  • Pará: 68,45%
  • Paraná: 63,09%
  • Rondônia: 68,33%
  • Santa Catarina: 67,79%
  • São Paulo: 59,91%

Especialistas do setor observam que, dependendo do veículo, o etanol pode continuar competitivo mesmo quando a relação de preços supera 70%. A metodologia utilizada pela ANP, porém, adota os 70% como referência para determinar a vantagem econômica do combustível.

ANP MONITORA OS PREÇOS NOS POSTOS

A ANP realiza levantamentos semanais para acompanhar os preços dos combustíveis comercializados no país. Os dados são organizados por regiões, Estados e municípios e disponibilizados pela agência em suas plataformas oficiais.

Além do acompanhamento dos preços, a ANP, em conjunto com a Secretaria Nacional do Consumidor e Procons, realizou entre 23 e 25 de setembro uma operação de fiscalização em 13 Estados e no Distrito Federal, com foco nas condições de comercialização e na proteção dos consumidores, incluindo situações relacionadas a preços abusivos.

VARIAÇÕES PODEM MUDAR DE UMA SEMANA PARA OUTRA

Os valores apresentados pela ANP correspondem às médias dos postos pesquisados durante o período analisado. Por isso, o preço encontrado pelo consumidor pode variar de acordo com o município, o posto, a região e as condições locais de comercialização.

O levantamento desta semana mostra um cenário de alta moderada na média nacional, mas com comportamentos diferentes entre os Estados: enquanto algumas regiões registraram aumentos, outras tiveram redução nos preços.

FONTE

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e AE-Taxas, com dados divulgados pelo UOL/Estadão.

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