Yasmin de Souza Macedo foi baleada na Zona Norte de São Paulo; segundo familiares, ela vinha sendo ameaçada pelo ex-namorado havia cerca de seis meses

Uma mulher de 26 anos foi vítima de feminicídio na noite de quinta-feira (17), na Zona Norte de São Paulo. Yasmin de Souza Macedo foi baleada dentro de um carro pelo ex-namorado, Wesley dos Santos Gomes, também de 26 anos.

De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, Yasmin estava no veículo quando foi atingida por disparos. O irmão adolescente da vítima teria presenciado a ocorrência e acionado o socorro.

VÍTIMA MORREU APÓS SER BALEADA

Yasmin foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal da Cachoeirinha. Apesar do atendimento médico, a jovem teve a morte encefálica confirmada posteriormente.

O caso foi registrado pela polícia como feminicídio, além de porte ilegal de arma de fogo e tentativa de suicídio relacionada ao autor.

Segundo as informações divulgadas, Wesley também foi ferido após atirar contra si mesmo e chegou a ser levado ao Hospital Mandaqui para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

FAMÍLIA RELATA AMEAÇAS

Familiares de Yasmin relataram que o relacionamento entre os dois havia durado aproximadamente um ano e terminado meses antes do crime.

Segundo os relatos divulgados pela imprensa, após o término, Wesley teria passado a ameaçar a jovem. A família afirmou que esse comportamento vinha ocorrendo havia cerca de seis meses.

As circunstâncias exatas que antecederam os disparos ainda são apuradas pelas autoridades.

ARMA FOI APREENDIDA

Uma pistola e munições foram encontradas no local, segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência. A polícia também analisa imagens de câmeras de segurança e outros elementos que podem ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.

A investigação deverá reunir depoimentos de testemunhas, perícia e demais evidências para esclarecer como o crime aconteceu e confirmar as circunstâncias que levaram ao assassinato.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O caso chama atenção novamente para a violência praticada contra mulheres no contexto de relacionamentos e separações.

Ameaças, perseguições, agressões, controle excessivo e outras formas de violência podem anteceder episódios mais graves. Por isso, especialistas e órgãos públicos orientam que situações de risco sejam comunicadas às autoridades.

COMO DENUNCIAR

Mulheres que estejam sofrendo violência ou pessoas que tenham conhecimento de uma situação desse tipo podem procurar ajuda.

O Ligue 180 é o canal nacional de atendimento à mulher e recebe denúncias e orientações relacionadas à violência contra a mulher.

Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

A denúncia pode ser importante para interromper um ciclo de violência antes que ele evolua para uma situação ainda mais grave.

Fonte: UOL/Agência Estado e informações divulgadas sobre a ocorrência.

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