Candidato ao Senado pelo PL afirma que ex-governadores e atuais candidatos do PT tiveram influência em Brasília, mas não conseguiram acelerar projetos considerados estratégicos para a Bahia O candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou neste sábado (19) a atuação política dos petistas Rui Costa e Jaques Wagner em relação às obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e do Porto Sul. Durante entrevista à Rádio Morena FM, em Itabuna, Roma afirmou que os dois políticos tiveram posições de influência tanto no governo da Bahia quanto na administração federal, mas, segundo sua avaliação, não conseguiram utilizar essa influência para acelerar os projetos de infraestrutura. “Por quatro anos, com Rui Costa lá, o todo-poderoso ministro da Casa Civil, não conseguiu avançar e defender o interesse do Estado da Bahia”, afirmou Roma. O candidato também citou outras obras de infraestrutura, como a duplicação da BR-101, para sustentar sua crítica à atuação dos governos anteriores. ROMA QUESTIONA ATUAÇÃO DE RUI COSTA EM BRASÍLIA Rui Costa governou a Bahia entre 2015 e 2022 e posteriormente assumiu o cargo de ministro da Casa Civil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao abordar o período em que Rui esteve no governo federal, Roma afirmou que a posição ocupada pelo petista deveria ter resultado em maior capacidade de articulação para projetos considerados prioritários para o estado. Segundo Roma, a falta de avanços na FIOL e no Porto Sul representa um problema para a infraestrutura e para a economia baiana. A crítica é uma posição política do candidato e não constitui, por si só, uma conclusão independente sobre a responsabilidade de cada governo pelo andamento das obras. FIOL E PORTO SUL SÃO PROJETOS INTERLIGADOS Roma defendeu que a ferrovia e o complexo portuário sejam tratados como partes de uma mesma estratégia de desenvolvimento. “Esse é um projeto muito importante para a Bahia, mas ele é tão grandioso que não consegue existir por si só”, declarou. Na avaliação apresentada pelo candidato, a integração entre a ferrovia e o Porto Sul poderia fortalecer a cadeia logística, especialmente para o transporte de minério e de outros produtos, além de ampliar oportunidades de investimentos na região. Em publicação recente em seu site oficial, Roma também afirmou que a FIOL seria fundamental para o desenvolvimento de Caetité e região e criticou o ritmo dos projetos de infraestrutura no estado. PROJETO TEM HISTÓRICO DE PROMESSAS E ATRASOS A FIOL e o Porto Sul estão entre os projetos de infraestrutura de maior relevância para o sistema logístico baiano e são discutidos há anos. A FIOL foi planejada para conectar a região oeste da Bahia ao litoral, permitindo o transporte de cargas até o complexo portuário em Ilhéus. O histórico do projeto inclui diferentes etapas, contratos, mudanças de cronograma e alterações no modelo de execução. Reportagens sobre as promessas políticas relacionadas às obras também registram que a FIOL e o Porto Sul foram defendidos por diferentes governos e candidatos ao longo dos anos. ROMA CITA TAMBÉM A BR-101 Durante a entrevista em Itabuna, Roma afirmou que a falta de avanço não estaria restrita à FIOL e ao Porto Sul. O candidato mencionou a duplicação da BR-101 e outras obras estruturantes como exemplos do que considera falta de articulação política em favor da Bahia. A região sul do estado é diretamente interessada nesses projetos devido à importância da infraestrutura para o transporte de cargas, circulação de pessoas e integração econômica entre municípios. DISPUTA POLÍTICA EM ANO ELEITORAL As declarações ocorrem em meio à disputa eleitoral de 2026, na qual João Roma, Rui Costa e Jaques Wagner estão envolvidos na corrida pelo Senado Federal na Bahia. Por isso, as críticas de Roma fazem parte do debate político entre os candidatos. Rui Costa e Jaques Wagner são integrantes do PT e possuem trajetória política de longa duração na Bahia. Wagner governou o estado antes de Rui Costa, enquanto Rui posteriormente ocupou a Casa Civil do governo Lula. O posicionamento de Roma é contestado politicamente pelo grupo petista, que atribui a diferentes fatores o andamento dos projetos de infraestrutura e destaca investimentos e etapas realizadas ao longo dos anos. IMPORTÂNCIA PARA O SUL E O OESTE DA BAHIA A conclusão e operação integrada da FIOL com o Porto Sul são apontadas como estratégicas para ampliar a capacidade de transporte de cargas entre o interior e o litoral baiano. A ferrovia pode atender especialmente setores ligados à mineração e ao agronegócio, reduzindo a dependência do transporte exclusivamente rodoviário. Para municípios como Caetité, Ilhéus, Itabuna e cidades do oeste baiano, o avanço desses projetos é acompanhado de perto devido ao potencial impacto sobre logística, empregos, investimentos e arrecadação. O QUE DISSE JOÃO ROMA Na entrevista, Roma resumiu sua crítica afirmando que Rui Costa e Jaques Wagner já ocuparam posições de influência e deveriam, na visão dele, ter conseguido resultados mais concretos para a Bahia. A acusação de “inoperância”, portanto, é uma avaliação política feita por João Roma sobre a atuação dos dois adversários. O andamento efetivo das obras depende de fatores que envolvem governos federal e estadual, órgãos públicos, empresas responsáveis pelos empreendimentos, licenciamento, contratos, financiamento e cronogramas de execução. Fonte: Rádio Morena FM, BNews e site oficial de João Roma. 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