Ofensiva no sul do país também deixou 20 feridos; Israel afirma que ação ocorreu em resposta a drones lançados pelo Hezbollah 06/09/2026 Ataques israelenses realizados neste domingo (6) no sul do Líbano deixaram sete pessoas mortas, incluindo duas mulheres, e provocaram pelo menos 20 feridos, segundo informações divulgadas pelas autoridades libanesas. A ofensiva atingiu diferentes localidades da região e voltou a elevar a tensão entre Israel e o Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou os ataques como uma “escalada perigosa” e pediu uma reação da comunidade internacional, especialmente dos Estados Unidos, para interromper o que considera violações do acordo de cessar-fogo. ISRAEL DIZ QUE ATAQUES FORAM RESPOSTA AO HEZBOLLAH As Forças de Defesa de Israel afirmaram que a operação ocorreu depois que o Hezbollah teria lançado dois drones contra soldados israelenses que atuavam em uma área de segurança no sul do Líbano. Segundo o Exército israelense, um dos drones foi abatido e, posteriormente, foram realizados ataques contra alvos associados ao Hezbollah. Israel afirma ter atingido instalações utilizadas pelo grupo para armazenamento de armas e estruturas de comando. O governo israelense sustenta que as operações têm como objetivo impedir novas ameaças contra seus militares e sua população e afirma que utiliza ataques de precisão para reduzir o risco de vítimas civis. AOUN ACUSA ISRAEL DE ATINGIR ESTRUTURAS CIVIS A Presidência libanesa apresentou uma versão diferente dos acontecimentos. Joseph Aoun afirmou que os ataques atingiram áreas e instalações ligadas ao Estado libanês e ao setor de saúde. Entre os locais atingidos estão um prédio do Ministério das Finanças e o Hospital Ghandour, em Nabatieh, que estava fora de funcionamento. Para o presidente libanês, a situação representa uma ampliação perigosa do conflito, especialmente porque os ataques ocorrem em um momento em que esforços diplomáticos buscam preservar o cessar-fogo e reduzir a presença militar israelense no território libanês. Aoun pediu que Washington e a comunidade internacional atuem para impedir uma nova deterioração da situação. VÍTIMAS E DANOS O Ministério da Saúde do Líbano informou inicialmente quatro mortes e 20 feridos. Com a atualização dos registros de vítimas em diferentes pontos do sul do país, o número de mortos chegou posteriormente a sete. Entre os feridos estão civis, incluindo crianças. Em uma das áreas atingidas, na localidade de Arab Salim, seis pessoas ficaram feridas, entre elas duas meninas, de acordo com informações divulgadas após os ataques. Os ataques provocaram ainda danos a prédios e instalações na região, aumentando a preocupação com a segurança da população que permanece no sul do Líbano. CESSAR-FOGO SOB PRESSÃO A nova ofensiva acontece apesar de um cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos que busca impedir a retomada de uma guerra aberta entre Israel e o Hezbollah. Mesmo com o acordo, Israel mantém operações militares em partes do sul do Líbano e afirma que precisa agir contra ameaças do grupo armado. A continuidade das operações vem sendo acompanhada com preocupação pelo governo libanês, que tenta fortalecer o papel das instituições estatais e das Forças Armadas do país na segurança do território. HEZBOLLAH É NOVAMENTE O CENTRO DA DISPUTA O Hezbollah possui forte presença no sul do Líbano e mantém capacidade militar significativa, apesar das negociações para reduzir sua atuação armada na região. Israel considera o grupo uma ameaça direta e afirma que não permitirá que ele utilize áreas próximas à fronteira para preparar ataques. O Hezbollah, por sua vez, acusa Israel de utilizar os ataques para pressionar o governo libanês durante as negociações mediadas pelos Estados Unidos. A situação permanece delicada, com os dois lados apresentando justificativas diferentes para a escalada. RISCO DE NOVA ESCALADA REGIONAL A preocupação central das autoridades libanesas é que a sequência de ataques e retaliações provoque uma nova escalada militar. A avaliação de Aoun é de que o atingimento de instituições estatais e instalações de saúde amplia os riscos e pode comprometer os esforços diplomáticos para consolidar o cessar-fogo. Para Israel, entretanto, as operações são apresentadas como ações defensivas destinadas a eliminar ameaças atribuídas ao Hezbollah. Enquanto as negociações continuam, a população do sul do Líbano permanece exposta a novos ataques. O número de mortos registrado neste domingo reforça a fragilidade do cessar-fogo e aumenta a pressão sobre Estados Unidos e demais atores internacionais para impedir que a região volte a mergulhar em uma guerra de maior escala. A situação permanece em desenvolvimento, e os números de vítimas podem ser atualizados pelas autoridades libanesas à medida que a apuração dos ataques avance. Navegação de Post BOCA DE URNA APONTA VITÓRIA HISTÓRICA DA EXTREMA DIREITA EM ELEIÇÃO ESTADUAL NA ALEMANHA AUGUSTO CURY OMITIU EMPRESAS NOS ESTADOS UNIDOS E NO BRASIL EM DECLARAÇÃO AO TSE