Índice chegou a subir 0,59%, aos 187.436,73 pontos, impulsionado principalmente pela valorização do petróleo, mas perdeu força com a piora das bolsas americanas e queda das ações da Vale

O Ibovespa opera sem direção definida nesta quinta-feira (1º), no primeiro pregão de outubro, em uma sessão marcada pela cautela dos investidores diante do cenário internacional de juros e da proximidade do primeiro turno das eleições brasileiras.

Durante a manhã, o principal índice da Bolsa brasileira chegou a registrar alta de 0,59%, atingindo 187.436,73 pontos, favorecido principalmente pela valorização do petróleo no mercado internacional.

O movimento, porém, perdeu força por volta das 11h, quando as bolsas americanas passaram a operar em baixa e as ações da Vale recuaram mais de 1%.

Petróleo influencia o mercado

A alta do petróleo aparece entre os principais fatores de sustentação do Ibovespa durante o início do pregão.

O petróleo Brent chegou a operar próximo dos US$ 100 por barril, em meio às tensões geopolíticas e às mudanças nas perspectivas de oferta internacional. A valorização da commodity tende a favorecer empresas brasileiras ligadas ao setor, especialmente a Petrobras, embora também possa aumentar as preocupações com a inflação global.

Na manhã desta quinta-feira, o Brent apresentava valorização próxima de 1,8%, sendo negociado ao redor de US$ 99,82 por barril, segundo dados divulgados durante o pregão.

Juros dos Estados Unidos estão no radar

Outro ponto de atenção é o comportamento dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo avançaram e o título de 30 anos chegou a superar 5,68%, nível considerado relevante pelos investidores. Juros americanos mais elevados podem aumentar a atratividade dos ativos de renda fixa dos EUA e influenciar o fluxo de recursos para mercados emergentes.

Além disso, investidores acompanham declarações de dirigentes do Federal Reserve e indicadores de atividade econômica dos Estados Unidos em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.

Eleições brasileiras entram no radar

No cenário doméstico, a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais aumenta a atenção dos investidores.

Uma nova pesquisa Datafolha está prevista para ser divulgada nesta quinta-feira, enquanto um debate presidencial também está programado para a noite.

O ambiente eleitoral pode provocar oscilações nos ativos brasileiros à medida que investidores avaliam propostas econômicas, cenário fiscal e possíveis mudanças na política econômica a partir do próximo governo.

A volatilidade do mercado brasileiro já vinha aumentando nas últimas semanas. O chamado VIX Brasil, indicador que acompanha a volatilidade esperada do Ibovespa, atingiu nível recorde no fim de setembro, em meio à proximidade da eleição, às incertezas internacionais e às preocupações relacionadas ao petróleo e aos juros globais.

Dólar também opera em alta

No mercado de câmbio, o dólar iniciou outubro em alta. Durante a manhã, a moeda americana chegou a ser negociada na região de R$ 5,20, refletindo o movimento dos juros americanos, a valorização do petróleo e os ajustes dos investidores diante do cenário eleitoral brasileiro.

O comportamento do dólar é acompanhado de perto pelo mercado porque influencia expectativas de inflação, custos de empresas e decisões de política monetária.

Como o Ibovespa chega a outubro

O desempenho desta quinta-feira ocorre depois de um mês positivo para a Bolsa brasileira. O Ibovespa encerrou setembro com valorização próxima de 5%, acumulando alta de aproximadamente 15,7% no ano e de 27,4% em 12 meses, conforme dados divulgados na abertura do pregão.

Mesmo com o desempenho acumulado, o mercado começa outubro em um ambiente de maior sensibilidade a fatores externos e domésticos.

Entre os principais pontos acompanhados pelos investidores estão:

  • comportamento dos juros nos Estados Unidos;
  • preço internacional do petróleo;
  • desempenho das bolsas americanas;
  • movimentação das ações da Vale e Petrobras;
  • pesquisas eleitorais;
  • cenário fiscal brasileiro;
  • fluxo de capital estrangeiro;
  • indicadores econômicos dos Estados Unidos.

Mercado acompanha três principais fatores

Juros externos: rendimentos elevados dos Treasuries podem pressionar ativos de risco.

Petróleo: a valorização da commodity beneficia empresas produtoras, mas pode aumentar preocupações com inflação.

Eleição: a proximidade do primeiro turno aumenta a sensibilidade dos investidores às pesquisas e às propostas econômicas dos candidatos.

O pregão desta quinta-feira ainda está em andamento, e os movimentos podem mudar ao longo do dia conforme os mercados internacionais, o petróleo e as notícias do cenário eleitoral brasileiro evoluírem.

Fontes: Broadcast/BB Investimentos, UOL, Estadão Conteúdo, B3 e Metrópoles.

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