Servidor de 34 anos teria usado patinete elétrico para abordar adolescentes e, segundo a investigação, mostrado faca e arma de fogo para intimidá-los; ele está preso preventivamente Um guarda municipal de Curitiba, no Paraná, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) sob suspeita de perseguir, ameaçar, importunar sexualmente e tentar abusar de adolescentes. O servidor, de 34 anos, está preso preventivamente enquanto o caso é investigado pela Justiça. Segundo o Ministério Público, as ocorrências teriam envolvido cinco adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos. Os episódios investigados ocorreram entre julho e agosto deste ano, principalmente nas regiões dos bairros Alto da Glória, Ahú e Centro de Curitiba. ABORDAGENS COM PATINETE ELÉTRICO De acordo com a denúncia, o guarda utilizava um patinete elétrico para circular pelas regiões onde os adolescentes costumavam passar. Conforme os relatos reunidos na investigação, ele se aproximava dos jovens, perguntava suas idades e onde moravam e, em determinadas situações, teria oferecido dinheiro em troca de atos de natureza sexual. Ainda segundo o MPPR, algumas abordagens teriam sido acompanhadas de ameaças. FACA E ARMA DE FOGO TERIAM SIDO USADAS PARA INTIMIDAÇÃO A investigação aponta que o servidor teria mostrado uma faca e uma arma de fogo durante algumas das abordagens. Segundo os relatos apresentados ao Ministério Público, o suspeito também teria afirmado conhecer os trajetos realizados diariamente pelos adolescentes. As autoridades investigam as circunstâncias de cada episódio e a eventual existência de outras vítimas. SEIS EPISÓDIOS SÃO CITADOS PELO MP A denúncia apresentada pelo Ministério Público aponta, inicialmente, para pelo menos seis episódios envolvendo cinco adolescentes. Os crimes atribuídos ao servidor incluem perseguição, importunação sexual, ameaça e tentativa de estupro de vulnerável, conforme a denúncia apresentada à Justiça. O MPPR também solicitou indenização por danos morais de R$ 50 mil para cada uma das vítimas. As acusações ainda serão analisadas no processo judicial, e o servidor tem direito à defesa e à presunção de inocência. GUARDA TAMBÉM É INVESTIGADO POR TENTATIVA DE HOMICÍDIO O caso ganhou outro desdobramento após um episódio envolvendo o padrasto de uma das vítimas. Segundo informações divulgadas pela investigação, o guarda teria efetuado um disparo contra o homem após ser confrontado. O tiro atingiu o abdômen da vítima, que precisou ser encaminhada para atendimento médico. O episódio resultou inicialmente na prisão em flagrante do servidor por suspeita de tentativa de homicídio. Posteriormente, após a investigação avançar e novos relatos serem reunidos, a Justiça determinou a prisão preventiva. O procedimento relacionado ao disparo é tratado separadamente da denúncia apresentada pela promotoria especializada nos crimes contra crianças e adolescentes. GUARDA MUNICIPAL FOI SUSPENSO A Prefeitura de Curitiba informou que determinou a suspensão preventiva do servidor. Segundo o município, ele estava de folga no momento das ocorrências investigadas. A arma institucional que estava sob responsabilidade do guarda também foi apreendida, e a Corregedoria da Guarda Municipal acompanha o caso. Em nota, a Prefeitura afirmou que adotará as medidas administrativas cabíveis diante das investigações. MP NÃO DESCARTA NOVAS VÍTIMAS O Ministério Público do Paraná informou que não descarta a possibilidade de existirem outras vítimas. A orientação é para que pessoas que tenham informações sobre possíveis episódios envolvendo o servidor procurem a 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais contra Crianças e Adolescentes de Curitiba. As autoridades também reforçam a importância de que eventuais vítimas ou testemunhas formalizem seus relatos para que possam ser incorporados à investigação. INVESTIGAÇÃO CONTINUA Com a prisão preventiva e o oferecimento da denúncia, o caso segue para análise da Justiça. A denúncia do Ministério Público apresenta as acusações contra o servidor, mas a responsabilidade criminal somente poderá ser definida após o devido processo legal. O episódio também é acompanhado administrativamente pela Prefeitura de Curitiba, por meio da Corregedoria da Guarda Municipal. FONTE: Ministério Público do Paraná (MPPR), Polícia Civil do Paraná (PCPR), Prefeitura de Curitiba e TNOnline. Navegação de Post DOU EXTRA TRAZ MP DO DESENROLA 3.0 E MP QUE PROÍBE OPERAÇÃO DAS BETS NO PAÍS FLUMINENSE ALERTA PARA SEGURANÇA JURÍDICA EM VETO ÀS BETS: “SURPREENDIDOS DE UM DIA PARA OUTRO”