O fenômeno climático El Niño está se intensificando rapidamente e pode alcançar uma intensidade considerada “muito forte” nos próximos meses. O alerta foi divulgado nesta quinta-feira (3) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, que aponta uma probabilidade próxima de 100% de o fenômeno permanecer ativo até fevereiro de 2027. O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta. 🇧🇷 Impactos diferentes no Brasil No Brasil, os efeitos não devem ser iguais em todas as regiões. Segundo projeções meteorológicas, o Sul, especialmente o Rio Grande do Sul, pode registrar volumes de chuva acima da média. Áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul também podem ter períodos mais chuvosos. Por outro lado, Norte e Nordeste aparecem entre as regiões com maior possibilidade de períodos mais secos. Também há previsão de chuvas abaixo da média em áreas do Centro-Oeste e Sudeste, enquanto as temperaturas tendem a permanecer acima da média em grande parte do país. 🌡️ Fenômeno ainda deve ganhar intensidade Dados do Centro Internacional de Pesquisa sobre o Clima e Sociedade (IRI) indicam que o El Niño vem se fortalecendo. O índice Niño 3.4 chegou a +2,7°C em uma medição semanal de agosto, sinalizando uma evolução para um evento muito forte. A expectativa é que o fenômeno atinja seu pico entre o fim de 2026 e o início de 2027. A OMM alerta que os efeitos podem incluir ondas de calor, secas, chuvas intensas, enchentes e impactos na agricultura e nos recursos hídricos. A organização também reforça a necessidade de governos e setores como agricultura, saúde e gestão de água se prepararem antecipadamente para os possíveis impactos. Fonte: Organização Meteorológica Mundial (OMM), IRI e informações meteorológicas compiladas por órgãos especializados. Navegação de Post MENDONÇA REAGE E PEDE AFASTAMENTO CAUTELAR DE MORAES NO STF Lula mantém liderança na Bahia, mas pesquisa mostra cenário eleitoral diferente de 2022