Silvia de Amorim Jesus, condenada a 14 anos por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro, não foi localizada durante diligência em sua residência, em Rondônia

A diarista Silvia de Amorim Jesus, de 46 anos, condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro, é considerada foragida após desaparecer do sistema de monitoramento eletrônico.

Segundo relatório do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), a tornozeleira eletrônica utilizada por Silvia deixou de transmitir sinais em 28 de agosto, um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar que a Polícia Federal cumprisse a ordem de prisão para o início da execução da pena.

EQUIPAMENTO PAROU DE TRANSMITIR

De acordo com o relatório, inicialmente a interrupção do sinal foi relacionada ao esgotamento da bateria. Ao mesmo tempo, porém, a central de monitoramento registrou um alerta indicando uma possível violação ou rompimento da pulseira da tornozeleira.

Até a determinação da prisão, Silvia vinha cumprindo regularmente as medidas cautelares impostas pela Justiça. O relatório indica que ela havia comparecido para assinar o registro obrigatório de presença aproximadamente uma semana antes do desaparecimento do sinal.

POLICIAIS FORAM À CASA DA CONDENADA

Após a perda de comunicação com o equipamento, uma equipe foi até o endereço informado como residência da diarista, em Jaru (RO).

Os agentes, entretanto, não encontraram Silvia no imóvel. Também não foram identificados sinais de que ela estivesse permanecendo recentemente na residência.

Com a ausência da condenada e o alerta de possível rompimento da tornozeleira, ela passou a ser tratada como foragida da Justiça.

CONDENAÇÃO DE 14 ANOS

A ordem de prisão foi expedida por Alexandre de Moraes em 27 de agosto, após o trânsito em julgado da condenação.

Silvia foi condenada por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo as informações utilizadas no processo, mensagens encontradas no celular da diarista indicariam que ela tinha conhecimento prévio da mobilização e viajou para Brasília para participar dos atos. Também foram encontradas gravações feitas durante os acontecimentos.

A acusação envolveu crimes como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

DEFESA PRETENDE QUESTIONAR CONDENAÇÃO

A defesa de Silvia informou que pretende buscar a revisão criminal da condenação. Enquanto isso, a Justiça segue tentando localizar a diarista para cumprir a ordem de prisão.

O desaparecimento ocorre justamente no momento em que ela deveria deixar o regime de monitoramento e iniciar o cumprimento da pena de 14 anos em regime fechado.

Até a publicação desta reportagem, Silvia de Amorim Jesus não havia sido localizada. As circunstâncias exatas do rompimento da tornozeleira e seu atual paradeiro seguem sob apuração das autoridades.

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