Remerson Santana Pires da Silva foi preso preventivamente após se apresentar à Delegacia de Proteção ao Turista acompanhado de advogado; segundo a Polícia Civil, ele e o outro investigado não tinham relação anterior A Polícia Civil da Bahia prendeu preventivamente um segundo homem investigado em um caso de estupro envolvendo uma turista holandesa em Salvador. Remerson Santana Pires da Silva, de 38 anos, compareceu à Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), na Barra, acompanhado de um advogado, e teve contra si cumprido um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. O caso ocorreu em 17 de setembro, quando duas irmãs holandesas conheceram dois homens na região do Porto da Barra. Segundo a delegada Marcela Abreu, responsável pela investigação, os dois suspeitos não se conheciam anteriormente, assim como não tinham relação prévia com as turistas. INVESTIGAÇÕES SÃO TRATADAS SEPARADAMENTE De acordo com a Polícia Civil, os dois episódios são investigados de maneira independente. Uma das turistas teria seguido com Remerson para uma pousada na região do Campo Grande. A outra irmã teria acompanhado Mateus Bezerra da Conceição até a residência dele. “Os dois suspeitos não se conheciam, assim como não conheciam essas turistas anteriormente”, explicou a delegada Marcela Abreu, segundo informações divulgadas pela imprensa baiana. RELATO DA TURISTA No caso envolvendo Remerson, a vítima relatou à polícia que não consentiu com a relação sexual. Segundo o depoimento, depois de chegarem à pousada, o homem teria trancado a porta do quarto e insistido em manter relações sexuais. A mulher afirma que recusou, mas que o ato teria ocorrido sem consentimento. Ela também relatou ter sido agredida durante o episódio, sofrendo ferimentos no rosto. A Polícia Civil informou que a turista passou por exames médicos e que foram identificadas lesões que, segundo a delegada, corroboram parte do relato apresentado durante a investigação. SUSPEITO NEGA AUSÊNCIA DE CONSENTIMENTO Em depoimento, Remerson apresentou uma versão diferente da relatada pela turista. Segundo a delegada, o investigado negou que a relação tenha ocorrido sem consentimento. A Polícia Civil, entretanto, afirma ter reunido outros elementos no inquérito, incluindo os exames realizados na vítima. A prisão preventiva foi cumprida depois que o investigado compareceu espontaneamente à Deltur acompanhado de seu advogado. POLÍCIA DIZ TER PEDIDO EXAMES Logo após tomar conhecimento das denúncias, a Polícia Civil informou que ouviu as duas turistas e encaminhou as mulheres para exames, incluindo procedimentos de natureza sexual e toxicológica. Elas também receberam atendimento médico e acompanhamento especializado. A investigação contou ainda com o acompanhamento de uma psicóloga da Casa da Mulher Brasileira. OUTRO INVESTIGADO RESPONDE EM LIBERDADE O segundo caso envolve Mateus Bezerra da Conceição, que foi preso em flagrante após a denúncia, mas posteriormente colocado em liberdade por decisão judicial. Segundo a delegada, a investigação nesse episódio apura estupro de vulnerável, sob a alegação de que a vítima estaria sem condições de oferecer resistência. A Polícia Civil e o Ministério Público haviam solicitado a prisão preventiva de Mateus, mas a Justiça decidiu que ele respondesse ao processo em liberdade. O Ministério Público recorreu da decisão, segundo a delegada. INVESTIGAÇÃO APURA CIRCUNSTÂNCIAS De acordo com a Polícia Civil, a turista envolvida no caso de Remerson afirmou que teria ficado desorientada e relatou suspeitar que alguma substância pudesse ter sido colocada em sua bebida. Essa possibilidade integra o conjunto de informações analisadas pela investigação. No caso da irmã, também foram relatados consumo de bebida alcoólica e perda de consciência. A Polícia Civil afirma que essas circunstâncias estão sendo consideradas na apuração do segundo episódio. TURISTAS DEIXARAM SALVADOR Após receberem atendimento médico e acompanhamento especializado, as duas turistas deixaram Salvador e seguiram viagem para outro estado brasileiro, segundo informações divulgadas pela imprensa local. As investigações continuam para esclarecer individualmente os dois episódios e reunir os elementos necessários para a conclusão dos procedimentos. PRISÃO NÃO REPRESENTA CONDENAÇÃO Remerson permanece preso preventivamente à disposição da Justiça. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, uma condenação definitiva. O investigado tem direito à defesa e à presunção de inocência durante o processo. As acusações deverão ser analisadas pelo Poder Judiciário com base nas provas produzidas ao longo da investigação e da eventual ação penal. FONTE: Polícia Civil da Bahia (PC-BA), BNews, Correio e Portal Massa. Navegação de Post GUARDA MUNICIPAL É ACUSADO DE PERSEGUIR E TENTAR ABUSAR DE ADOLESCENTES EM CURITIBA “BBB DO CRIME”: MAIS DE 40 CÂMERAS CLANDESTINAS SÃO RETIRADAS PELA POLÍCIA EM ÁREAS DE CONFLITO DE SALVADOR