Equipamentos eram utilizados para monitorar a movimentação das forças de segurança; 49 câmeras foram retiradas em dois pontos da capital baiana

A Polícia Militar da Bahia retirou 49 câmeras clandestinas instaladas em dois pontos de Salvador durante uma nova etapa da Operação Olhos Fechados. A ação ocorreu na sexta-feira (25) e contou com atuação integrada da Polícia Militar e da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

Segundo as autoridades, os equipamentos eram utilizados para acompanhar a movimentação das forças de segurança em regiões consideradas de interesse para grupos criminosos. As câmeras foram localizadas no bairro da Liberdade e na localidade conhecida como Fonte do Capim, às margens da Avenida San Martin.

EQUIPAMENTOS MONITORAVAM A AÇÃO POLICIAL

De acordo com a SSP-BA, a instalação clandestina desses equipamentos é uma estratégia identificada com frequência em áreas de atuação do crime organizado.

A estrutura permite que pessoas ligadas aos grupos criminosos acompanhem a movimentação de viaturas e de agentes de segurança, podendo antecipar a chegada das equipes policiais.

A retirada das câmeras faz parte de uma estratégia baseada em ações de inteligência para localizar e desarticular esse tipo de estrutura.

OPERAÇÃO OLHOS FECHADOS

A operação recebeu o nome de Olhos Fechados e tem como um dos objetivos localizar equipamentos utilizados clandestinamente para monitorar as forças policiais.

Segundo a CNN Brasil, as equipes chegaram aos locais após levantamentos de inteligência que identificaram a existência das câmeras e possibilitaram sua localização.

Depois de retirados, os equipamentos foram encaminhados à Polícia Civil, que deverá analisar o material e buscar informações que possam ajudar na identificação dos responsáveis pela instalação.

INVESTIGAÇÃO BUSCA IDENTIFICAR RESPONSÁVEIS

A retirada dos equipamentos não encerra a investigação.

A Polícia Civil deverá tentar descobrir quem instalou as câmeras, quem tinha acesso às imagens e de que maneira o sistema era utilizado.

A identificação dos responsáveis poderá fornecer informações sobre a estrutura de monitoramento mantida nas localidades e sobre eventual ligação com organizações criminosas.

Até o momento, não havia sido divulgada a identificação de responsáveis pelas 49 câmeras retiradas na ação de sexta-feira.

MAIS DE 500 CÂMERAS RETIRADAS NA BAHIA

A operação realizada em Salvador faz parte de um cenário mais amplo.

Segundo o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, mais de 500 câmeras clandestinas foram retiradas em todo o estado entre janeiro e setembro de 2026.

O número demonstra que a utilização de sistemas clandestinos de videomonitoramento vem sendo tratada pelas forças de segurança como uma frente específica de combate à atuação de grupos criminosos.

Em agosto, por exemplo, a Polícia Militar informou ter retirado 88 câmeras em apenas 24 horas em diferentes bairros de Salvador, incluindo Barbalho, Lobato, Uruguai, Liberdade, Periperi, Paripe, Pirajá e Comércio.

MONITORAMENTO É USADO COMO ESTRATÉGIA

A utilização de câmeras instaladas de maneira clandestina pode permitir que criminosos tenham informações sobre a circulação de policiais e viaturas.

Segundo as autoridades, esse tipo de estrutura pode dificultar operações, já que os grupos monitorados conseguem identificar previamente a aproximação das equipes de segurança.

Por esse motivo, a SSP-BA tem utilizado levantamentos de inteligência para localizar os equipamentos antes de realizar as incursões.

INVESTIGAÇÃO CONTINUA

Com as 49 câmeras encaminhadas à Polícia Civil, a investigação deverá avançar na tentativa de identificar os responsáveis pelo sistema e verificar se os equipamentos estavam conectados a uma estrutura maior de monitoramento.

A operação também deve continuar em outras áreas de Salvador onde houver indícios da instalação de equipamentos clandestinos.

As autoridades não informaram, até o momento, se houve prisões durante a ação desta sexta-feira.

FONTE:

Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Polícia Militar da Bahia, CNN Brasil e BNews.

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