O interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, foi novamente adiado pela Justiça de São Paulo. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (4), após a defesa solicitar a complementação de um laudo pericial. O novo depoimento foi marcado para 5 de outubro, às 13h. O interrogatório estava previsto para a próxima terça-feira (8). Esta é a terceira vez que a oitiva do tenente-coronel é remarcada desde o início da fase de instrução do processo. A defesa argumentou que precisava ter acesso aos esclarecimentos técnicos antes de o réu prestar depoimento à Justiça. Laudo complementar O pedido está relacionado a uma análise complementar elaborada pelo Instituto de Criminalística de São Paulo. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, a perícia concluiu que a hipótese de suicídio é incompatível com os elementos materiais encontrados na cena da morte. O documento aponta que houve intervenção de uma segunda pessoa na ocorrência e afirma que os padrões das manchas de sangue e outros elementos examinados não sustentam a hipótese de que Gisele tenha tirado a própria vida. A defesa do tenente-coronel, entretanto, contesta as conclusões apresentadas pela acusação e solicitou novos esclarecimentos técnicos antes do interrogatório. Entenda o caso Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento onde morava com Geraldo Neto, no bairro do Brás, em São Paulo. Ela havia sido atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça. Inicialmente, o marido relatou às autoridades que a policial havia cometido suicídio. No decorrer da investigação, porém, exames periciais identificaram lesões no rosto e no pescoço da vítima, além de outros elementos que levaram os investigadores a descartar essa versão. Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em 18 de março e responde ao processo por feminicídio e fraude processual. Ele nega ter cometido o crime e sustenta a versão de que Gisele teria cometido suicídio. Processo segue em fase de instrução A Justiça já ouviu dezenas de testemunhas durante a instrução processual. O interrogatório do réu é uma das últimas etapas antes de a Justiça avaliar os próximos passos do processo. Em decisão recente, o Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão do tenente-coronel. A Corte considerou, entre outros pontos, a necessidade de preservar a produção de provas diante das circunstâncias do caso. Com o novo adiamento, o depoimento de Geraldo Neto está previsto para 5 de outubro. Até lá, a perícia deverá apresentar os esclarecimentos solicitados pela defesa. Fontes: Agência Brasil, UOL, SBT News, Metrópoles e Folha de S.Paulo. Navegação de Post Jerônimo reúne Wagner e Rui em caminhada em bairro de Salvador Homem é preso suspeito de abusar de pessoa com deficiência intelectual