Ex-deputada solicita habeas corpus preventivo para retornar ao país durante o primeiro turno das eleições de 2026, votar em sua mãe e depois voltar à Itália sem ser presa A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus preventivo para obter autorização para retornar temporariamente ao Brasil durante o primeiro turno das eleições de 2026. A defesa quer um salvo-conduto que garanta a entrada no país, o exercício do voto e o retorno à Itália sem que ela seja presa. O pedido foi protocolado pela defesa na segunda-feira (21), tendo como um dos objetivos declarados permitir que Zambelli vote na própria mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata a deputada federal por São Paulo. Segundo os advogados, a intenção é que a ex-parlamentar retorne ao Brasil de maneira voluntária e ostensiva exclusivamente para participar da votação. CRONOGRAMA PREVISTO PELA DEFESA De acordo com o pedido apresentado ao STF, Zambelli pretende chegar ao Brasil em 3 de outubro, participar da votação do primeiro turno em 4 de outubro e retornar à Itália no dia 5 de outubro. A defesa solicita que o salvo-conduto tenha validade durante todo o período em território brasileiro, incluindo os procedimentos de entrada e saída do país. Os advogados também pedem que sejam suspensos, de forma cautelar, os efeitos das condenações que impedem a ex-deputada de exercer plenamente seus direitos políticos. A defesa argumenta que somente garantir que ela não seja presa não seria suficiente para assegurar sua participação eleitoral. ZAMBELLI ESTÁ NA ITÁLIA Carla Zambelli deixou o Brasil em 2025 e atualmente reside na Itália. Ela chegou a ser presa no país europeu durante o processo relacionado ao pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. Posteriormente, a Corte de Cassação italiana barrou a extradição e determinou sua soltura. A defesa utiliza a decisão da Justiça italiana entre seus argumentos apresentados ao STF e sustenta que existem questionamentos relacionados ao processo que resultou nas condenações da ex-deputada. CONDENAÇÕES NO STF Zambelli foi condenada pelo STF em dois processos distintos. Em uma das ações, a Corte a condenou por envolvimento na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em outro processo, a condenação está relacionada ao episódio ocorrido em 2022 no qual ela perseguiu, portando uma arma de fogo, um homem pelas ruas de São Paulo. As penas somadas chegam a 15 anos de prisão, segundo informações divulgadas sobre o caso. A situação jurídica decorrente dessas condenações é justamente um dos principais pontos que motivaram o pedido de habeas corpus preventivo apresentado agora ao Supremo. DIREITO AO VOTO É UM DOS ARGUMENTOS DA DEFESA A defesa afirma que o retorno pretendido teria finalidade específica: exercer pessoalmente o direito de voto e, depois, deixar novamente o território brasileiro. O pedido também menciona a intenção de votar em Rita Zambelli, mãe da ex-deputada e candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. A solicitação, portanto, não se limita à entrada no Brasil. Os advogados querem que o STF estabeleça expressamente as condições para que Zambelli possa permanecer no país durante o período necessário à votação e posteriormente retornar à Itália. REGRAS DE PRISÃO NO PERÍODO ELEITORAL O pedido ocorre poucos dias antes do início da proteção eleitoral prevista para os eleitores. Segundo o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir de 29 de setembro e até 6 de outubro, eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo nas hipóteses previstas no Código Eleitoral, como flagrante delito, condenação por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. Essa regra, porém, não elimina automaticamente as questões jurídicas específicas envolvendo Zambelli e suas condenações. Por isso, a defesa busca uma decisão judicial específica que estabeleça as condições para o retorno da ex-deputada ao país. PEDIDO AINDA SERÁ ANALISADO Até o momento, o que existe é um pedido da defesa. A apresentação do habeas corpus não significa que o STF tenha autorizado o retorno de Zambelli nem que tenha concedido o salvo-conduto. Caberá ao Supremo analisar os argumentos apresentados pelos advogados e decidir se existem fundamentos para suspender temporariamente os efeitos das medidas que impedem a ex-deputada de retornar ao Brasil sem risco de prisão. O caso deverá ser acompanhado durante os próximos dias, especialmente porque o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Fonte: STF, TSE e informações divulgadas pela defesa e por veículos de imprensa. Navegação de Post NUNES MARQUES DÁ 24 HORAS PARA INSTAGRAM REMOVER VÍDEO QUE LIGA FLÁVIO BOLSONARO AO BANCO MASTER ADVOGADA DO MASTER BANCOU VIAGEM DO MINISTRO KASSIO NUNES E CONTRATOU SAFADÃO PARA FESTA DA FILHA