Pequena alteração em um dos dedos levou médicos a investigar o recém-nascido, que apresentava dificuldades para se alimentar, icterícia e espasmos Um pequeno sinal em uma das unhas de um recém-nascido acabou levando médicos a descobrir um grave problema de saúde. Joey Sharp tinha apenas 11 dias de vida quando foi diagnosticado com um glioblastoma, um tipo agressivo de tumor cerebral. O caso aconteceu no Reino Unido e veio a público por meio do relato da mãe, Sam Sharp, divulgado pela organização Brain Tumour Research. Atualmente, Joey tem 5 anos e sobreviveu ao câncer após passar por cirurgias e sessões de quimioterapia. Bebê apresentava dificuldades para se alimentar Nos primeiros dias de vida, Joey apresentava sinais que preocupavam a família e os profissionais que acompanhavam o recém-nascido. Segundo a mãe, ele tinha dificuldade para se alimentar, estava perdendo peso e apresentava icterícia que não melhorava. O bebê também tinha pequenos espasmos durante a amamentação. A família fazia acompanhamento frequente com profissionais de saúde até que decidiu retornar ao hospital para uma avaliação mais detalhada. Alteração na unha chamou atenção dos médicos Durante a avaliação, os médicos perceberam o que parecia ser uma pequena infecção em uma das unhas de Joey. O sinal era extremamente pequeno, descrito pela mãe como semelhante a um grão de areia sob a unha. Por causa da idade do bebê, ele foi internado e começou a receber antibióticos. Durante a primeira noite no hospital, porém, Joey apresentou novos espasmos, levando a equipe médica a ampliar a investigação. Exames revelaram tumor cerebral Os médicos realizaram inicialmente um ultrassom da cabeça. Depois, Joey passou por exames de imagem mais detalhados, incluindo tomografia computadorizada e ressonância magnética. Os exames identificaram um tumor cerebral e a situação foi considerada uma emergência. A equipe médica informou à família que o bebê precisava ser submetido a uma cirurgia imediatamente. Joey passou pelo procedimento ainda com apenas 11 dias de vida. Material retirado durante a cirurgia foi enviado para análise, que confirmou posteriormente o diagnóstico de glioblastoma. Tratamento incluiu três cirurgias e quimioterapia O tratamento de Joey foi longo e complexo. Ao todo, ele passou por três cirurgias cerebrais e recebeu cerca de nove rodadas de quimioterapia. Duas das operações tiveram como objetivo tratar o tumor. Uma terceira cirurgia foi necessária posteriormente devido a complicações relacionadas ao tecido cicatricial e às crises epilépticas. Durante determinado período do tratamento, o menino chegou a apresentar mais de 30 crises epilépticas por dia e precisou utilizar sondas para alimentação. Menino participou de estudo clínico Joey também participou de estudos clínicos realizados na Escócia. Segundo a mãe, havia poucas informações disponíveis sobre o tratamento de tumores cerebrais desse tipo em bebês, e a participação ajudou pesquisadores a ampliar o conhecimento sobre a utilização da quimioterapia nesses pacientes. O período foi especialmente difícil para a família, que enfrentou longas internações e os efeitos do tratamento enquanto o menino ainda era muito pequeno. Cinco anos depois, Joey sobreviveu ao câncer Hoje, aos 5 anos, Joey está livre do tumor, segundo o relato divulgado pela Brain Tumour Research. Apesar da recuperação, ele ficou com algumas sequelas decorrentes da doença e do tratamento. O menino tem paralisia cerebral e um dos braços não se desenvolveu adequadamente. Ele consegue caminhar, mas utiliza cadeira de rodas para percorrer distâncias maiores. Mesmo diante das limitações, a mãe afirma que Joey mantém uma personalidade alegre e determinada e está se preparando para iniciar a vida escolar. Mãe usa história para apoiar pesquisa Sam Sharp, que é enfermeira, passou a compartilhar a história da família para ajudar a chamar atenção para a pesquisa sobre tumores cerebrais infantis. Ela pretende participar de uma maratona em Edimburgo, na Escócia, com o objetivo de arrecadar recursos para pesquisas na área. A história de Joey também chama atenção para a importância de investigar sinais de saúde persistentes em recém-nascidos. No caso dele, uma alteração aparentemente pequena acabou fazendo parte do caminho que levou à descoberta de uma doença grave. Foto: Reprodução/Brain Tumour Research Navegação de Post HOMEM MORRE APÓS SER ATINGIDO POR TREM NO RIO ATAQUE EM ESCOLA DE SP DEIXA CINCO ALUNOS FERIDOS; POLÍCIA INVESTIGA INFLUÊNCIA DE CONTEÚDOS NAS REDES SOCIAIS