Produto era comercializado sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa; agência também proibiu fabricação, venda, distribuição, importação, propaganda e uso A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição imediata de todos os lotes do produto comercializado como “Ozempic Natural” em todo o território brasileiro. A decisão foi formalizada pela Resolução RE nº 3.055/2026, publicada no Diário Oficial da União em 6 de agosto. Segundo a agência, o produto não possuía registro, notificação ou cadastro sanitário válido junto à Anvisa. Além da apreensão, a determinação impede que o produto seja fabricado, importado, distribuído, comercializado, divulgado ou utilizado no país. PRODUTO NÃO TINHA AUTORIZAÇÃO SANITÁRIA De acordo com as informações divulgadas pela Anvisa, o chamado “Ozempic Natural” era fabricado pela empresa Nelson Aparecido Granzioli, que, segundo a fiscalização, não possuía autorização de funcionamento para fabricar medicamentos. A empresa está identificada pelo CNPJ 55.220.152/0001-91. A irregularidade fez com que a agência determinasse a retirada do produto do mercado e proibisse todas as atividades relacionadas à sua fabricação e comercialização. A decisão também alcança pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que comercializem ou divulguem o produto, segundo os termos da resolução. “OZEMPIC NATURAL” NÃO É O OZEMPIC ORIGINAL Um dos principais pontos de atenção é o próprio nome utilizado para comercializar o produto. O Ozempic verdadeiro é um medicamento registrado pela Anvisa. Seu princípio ativo é a semaglutida, substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e, em determinadas situações e indicações médicas, relacionada ao tratamento da obesidade e do sobrepeso. O chamado “Ozempic Natural”, porém, não deve ser confundido com o medicamento registrado. Segundo a Anvisa, o produto proibido não possuía a regularização sanitária necessária para ser comercializado como medicamento no Brasil. POR QUE A FALTA DE REGISTRO É UM PROBLEMA? A regularização sanitária é uma etapa fundamental para garantir que medicamentos comercializados no país atendam aos requisitos de qualidade, segurança e eficácia. Produtos vendidos sem registro ou sem a devida autorização podem apresentar riscos ao consumidor, principalmente quando a composição, concentração ou condições de fabricação não são adequadamente controladas. Especialistas e órgãos reguladores alertam que produtos irregulares podem conter substâncias diferentes das informadas na embalagem ou apresentar concentrações inadequadas. Por isso, a orientação é que consumidores não utilizem produtos proibidos pela Anvisa e procurem orientação de profissionais de saúde antes de utilizar medicamentos ou produtos destinados ao emagrecimento. OUTROS PRODUTOS TAMBÉM FORAM PROIBIDOS A mesma ação da Anvisa atingiu outros produtos considerados irregulares. Entre eles estão o Slim Turbo Premium e o Slim CPS Dourado Gold, que também foram proibidos por falta de registro sanitário e por irregularidades relacionadas à empresa responsável pela comercialização. A agência também determinou medidas envolvendo produtos de cannabis fabricados pela Associação Canábica Nordeste (Acanne), devido a suspeitas relacionadas à falta de autorização válida e à comercialização de produtos sem a regularização exigida. Outro caso tratado na mesma sequência de fiscalizações envolveu o medicamento Nebido. A Anvisa determinou a apreensão do lote KT0S5T4, identificado como falsificado pela fabricante. ALERTA PARA QUEM COMPRA PELA INTERNET A proibição chama atenção principalmente para a comercialização de produtos para emagrecimento pela internet e pelas redes sociais. A promessa de resultados semelhantes aos obtidos com medicamentos conhecidos pode induzir consumidores a comprar produtos sem comprovação ou sem autorização sanitária. Por isso, antes de comprar qualquer medicamento ou produto anunciado para emagrecimento, é importante verificar se ele possui registro ou regularização junto à Anvisa. A recomendação é não confiar apenas em anúncios, depoimentos de consumidores ou promessas de resultados rápidos. O QUE O CONSUMIDOR DEVE FAZER? Quem possui o chamado “Ozempic Natural” não deve continuar utilizando o produto. A orientação mais segura é buscar informações nos canais oficiais da Anvisa e, quando necessário, procurar orientação de um profissional de saúde. A proibição determinada pela agência significa que o produto não pode ser comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado ou utilizado no Brasil. A medida reforça a importância de verificar a procedência e a regularização de produtos vendidos como medicamentos ou alternativas para emagrecimento. FONTE Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — Resolução RE nº 3.055/2026 e comunicado oficial sobre produtos irregulares. ALFA NOTÍCIA 7 — Informação com fatos, registros e fontes. Navegação de Post FACHIN REJEITA PEDIDO DE JULGAMENTO CONJUNTO E MANTÉM ANÁLISE SOBRE MORAES PARA TERÇA-FEIRA MULHER É PRESA NA BAHIA SUSPEITA DE ATUAR EM SEQUESTRO DE ADOLESCENTE APÓS PARENTE GANHAR NA MEGA-SENA