Muhammad Hamad Muhammad Gabain foi morto em operação no norte de Gaza, segundo Israel; autoridades afirmam que ele participou da retenção de nove reféns

As Forças de Defesa de Israel (IDF) e o serviço de segurança Shin Bet informaram neste domingo (27) que Muhammad Hamad Muhammad Gabain, apontado como comandante da ala militar do Hamas, foi morto durante uma operação no norte da Faixa de Gaza.

Segundo as autoridades israelenses, Gabain estava envolvido na retenção de nove reféns mantidos pelo Hamas durante a guerra iniciada após os ataques de 7 de outubro de 2023. A informação foi divulgada pelas autoridades israelenses e repercutida pela imprensa local.

De acordo com o comunicado, o comandante também teria participado recentemente de ataques contra tropas israelenses e civis e estaria envolvido na tentativa de reconstruir capacidades militares do Hamas.

Envolvimento na retenção de nove reféns

A IDF afirma que Gabain participou diretamente da manutenção em cativeiro de nove pessoas sequestradas durante o conflito.

Entre os nomes citados pelas autoridades israelenses estão Ziv Berman, Gali Berman, Eitan Mor, Liri Albag, Agam Berger, Matan Angrest, Omri Miran, Keith Siegel e Alon Ohel.

A acusação coloca o comandante entre integrantes do Hamas que, segundo Israel, tiveram participação direta no sistema de retenção dos reféns levados para Gaza.

Ataques durante o período de cessar-fogo

Ainda segundo a versão divulgada pelas autoridades israelenses, Gabain teria realizado recentemente ataques contra soldados da IDF e civis israelenses.

Israel afirma que o comandante também atuava para reconstruir capacidades do Hamas, algo que as autoridades classificam como uma violação do acordo de cessar-fogo.

A IDF vem afirmando em comunicados recentes que continua realizando operações contra integrantes do Hamas que considera envolvidos em atividades militares ou na reconstrução da infraestrutura do grupo.

Morte ocorreu no norte de Gaza

Segundo informações divulgadas pela imprensa israelense, Gabain foi morto em um ataque realizado durante a semana no norte da Faixa de Gaza.

A operação foi apresentada pelas autoridades israelenses como uma ação direcionada contra um integrante do braço militar do Hamas.

O governo israelense afirma que ações desse tipo fazem parte da estratégia de impedir que o grupo volte a reconstruir suas estruturas militares.

Histórico dos reféns

A questão dos reféns permanece como um dos principais elementos do conflito entre Israel e Hamas.

Em janeiro de 2026, a própria IDF anunciou que todos os reféns vivos e mortos haviam sido devolvidos da Faixa de Gaza para Israel, encerrando o processo de retorno dos sequestrados mantidos no território.

As autoridades israelenses continuam, porém, investigando a participação de integrantes do Hamas na captura e na manutenção dos reféns durante o período em que permaneceram em Gaza.

Israel mantém operações contra o Hamas

A morte de Gabain ocorre em meio à continuidade das operações militares israelenses em Gaza.

A IDF afirma que suas ações têm como objetivo impedir a reconstrução da capacidade militar do Hamas e evitar novos ataques contra Israel. O Exército israelense também sustenta que o grupo mantém estruturas militares em áreas densamente povoadas de Gaza.

Do outro lado, autoridades palestinas e organizações internacionais têm criticado a continuidade das operações militares israelenses e alertado para o impacto sobre a população civil de Gaza.

Conflito continua sob tensão

O anúncio da morte de Muhammad Gabain representa mais uma operação israelense contra integrantes da estrutura militar do Hamas.

Enquanto Israel sustenta que os ataques são necessários para impedir a reconstrução do grupo e proteger sua população, a continuidade das operações em Gaza permanece sob críticas devido aos impactos humanitários sobre os palestinos.

As informações sobre a participação de Gabain na retenção dos nove reféns são, neste momento, afirmações das autoridades israelenses, que não foram apresentadas neste material como uma conclusão independente.

Fonte: Forças de Defesa de Israel (IDF), Shin Bet e imprensa internacional.

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