Autoridades americanas avaliam novas medidas contra ministro do STF e sua esposa às vésperas de sessão que analisará o caso envolvendo Alexandre de Moraes 14 de setembro de 2026 O governo dos Estados Unidos acompanha de perto os desdobramentos da crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), às vésperas da sessão plenária marcada para esta terça-feira (15), quando a Corte deverá analisar os elementos relacionados ao caso envolvendo o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo informações divulgadas pelo UOL, autoridades americanas ouvidas reservadamente afirmam que novas sanções com base na Lei Global Magnitsky podem ser retomadas a qualquer momento contra Moraes, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o escritório ligado ao casal. A eventual medida dependeria da tramitação dentro do governo americano. Processo de sanções contra Moraes continua válido nos EUA A possibilidade de novas medidas ganhou força porque o processo que levou às sanções americanas contra Moraes em 2025 ainda seria considerado válido pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Em julho de 2025, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão ligado ao Tesouro americano, incluiu Alexandre de Moraes na lista de sanções com base na Ordem Executiva 13818, que implementa e amplia mecanismos relacionados à Global Magnitsky Human Rights Accountability Act. Em setembro daquele mesmo ano, o Tesouro americano também anunciou sanções contra Viviane Barci de Moraes e contra o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, apresentado pelo governo americano como parte da estrutura financeira ligada ao ministro. Possibilidade de reativação De acordo com a reportagem publicada nesta segunda-feira (14), o processo envolvendo Moraes não teria sido encerrado dentro do governo americano. A avaliação relatada é de que uma eventual retomada das punições dependeria de uma nova decisão política e administrativa de Washington. O Departamento de Estado, atualmente comandado por Marco Rubio, teria papel relevante nessa avaliação, enquanto a implementação das medidas financeiras caberia ao OFAC. A possibilidade de retomada ocorre justamente em um momento de aumento da tensão entre setores do governo americano e autoridades brasileiras. Sessão do STF aumenta tensão internacional A sessão prevista para esta terça-feira (15) ganhou importância depois que documentos e mensagens extraídos pela Polícia Federal passaram a ser analisados no contexto das relações entre Moraes e Daniel Vorcaro. Segundo informações divulgadas sobre o relatório da PF, existem mensagens e registros de contatos entre o ministro e o ex-banqueiro. O material também envolve um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. Moraes, entretanto, nega irregularidades e classificou o relatório produzido no âmbito da investigação como uma “farsa” e uma tentativa de vingança com motivação político-eleitoral. O ministro afirma que sua participação em relação ao contrato teve finalidade de evitar conflitos de interesse e rejeita qualquer favorecimento ao Banco Master. O que pode acontecer com Moraes Caso novas sanções sejam efetivamente aplicadas, os efeitos dependerão da decisão do governo americano e da modalidade escolhida. Medidas baseadas na legislação de sanções dos Estados Unidos podem envolver bloqueio de bens e interesses em bens sujeitos à jurisdição americana, além de restrições relacionadas a transações com pessoas e instituições submetidas à jurisdição dos EUA. A inclusão de Viviane Barci e de empresas ou entidades relacionadas também poderia ampliar os efeitos financeiros da medida. Em 2025, o Tesouro americano já havia utilizado esse mecanismo contra Moraes e, posteriormente, contra Viviane e o Lex Instituto. Possíveis novos alvos As informações divulgadas também indicam que outros integrantes do Supremo podem entrar no radar das autoridades americanas. No entanto, qualquer eventual inclusão de novos ministros dependeria de processos próprios e de decisões formais do governo dos Estados Unidos. Não há, até o momento, confirmação oficial de que um novo pacote tenha sido formalmente anunciado. A possibilidade de novas medidas, portanto, deve ser tratada como uma avaliação em curso, e não como uma sanção já aplicada. Pressão aumenta antes da sessão desta terça-feira A proximidade da sessão do STF coloca o episódio no centro das atenções políticas em Brasília e Washington. Do lado brasileiro, o Supremo precisa avaliar os elementos apresentados no caso envolvendo Moraes. Do lado americano, autoridades acompanham os acontecimentos enquanto avaliam se existem fundamentos para retomar medidas contra o ministro e pessoas ou estruturas associadas a ele. A situação cria uma combinação incomum de crise institucional interna e pressão diplomática internacional, com potencial para ampliar as repercussões do caso Banco Master. Estados Unidos já haviam imposto medidas contra Moraes As medidas anteriores demonstram que a possibilidade de novas sanções não surgiu do zero. Em julho de 2025, o Tesouro dos EUA anunciou oficialmente a designação de Moraes. Dois meses depois, em setembro, o órgão anunciou medidas contra Viviane Barci de Moraes e o Lex Instituto, alegando que a entidade teria fornecido suporte material e financeiro ao ministro. As medidas posteriormente foram suspensas, mas o processo administrativo americano continua sendo apontado como relevante para uma eventual retomada. Conclusão Às vésperas da sessão do STF marcada para 15 de setembro, a possibilidade de novas sanções americanas acrescenta uma dimensão internacional à crise envolvendo Alexandre de Moraes. Informações divulgadas por autoridades ouvidas pelo UOL apontam que Washington avalia a possibilidade de retomar sanções da Lei Global Magnitsky contra Moraes, Viviane Barci e estruturas empresariais ligadas ao casal. Até o momento, porém, é fundamental diferenciar possibilidade de retomada de sanção oficialmente aplicada. Uma nova punição dependerá de decisão formal das autoridades americanas. A sessão do STF desta terça-feira, portanto, será acompanhada não apenas pelo cenário político brasileiro, mas também sob os olhos de Washington, em um momento de crescente tensão entre os dois países. Navegação de Post ORDEM DE SERVIÇO É ASSINADA PARA PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA ENTRE A BA-263 E COQUINHOS MORAES APRESENTA DEFESA DE 44 PÁGINAS, ATACA RELATÓRIO DA PF E PEDE ANULAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO NO CASO MASTER