Candidato à Presidência critica aumento anunciado pelo governo Lula, questiona o impacto de R$ 90 a mais por mês e afirma que, se eleito, manterá o benefício e fará novas ampliações Por Redação18/09/2026 O candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou duramente o reajuste anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Bolsa Família. Durante uma transmissão ao vivo realizada na quinta-feira (17), Flávio classificou o aumento de 15,04% como uma “merreca” e questionou se o acréscimo seria suficiente para melhorar a situação financeira das famílias beneficiárias. Com o reajuste, o valor mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691 por família. Segundo o governo, os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro. O custo adicional estimado da medida é de aproximadamente R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027. “Só isso?”, questiona Flávio Ao comentar a medida, Flávio Bolsonaro afirmou que o aumento representa apenas R$ 90 a mais por mês para quem recebe o piso do programa. “Lula, é esta cartada que você tem? Dar 15% de reajuste no Bolsa Família? Só isso? Essa merreca? Não tem vergonha na cara?” Na sequência, o candidato questionou se o valor adicional seria capaz de produzir uma mudança significativa na vida dos beneficiários. “Está achando que vai comprar o voto do pobre, dando mais R$ 90 para o pobre? Acha que R$ 90 dará vida melhor para pobre?” As declarações foram feitas em sua transmissão semanal no YouTube e também foram reproduzidas por veículos de imprensa. Flávio acusa governo de buscar efeito eleitoral Flávio também afirmou que o reajuste seria uma estratégia do governo Lula para obter vantagem política às vésperas das eleições. O candidato chamou a medida de um “ato de desespero” e acusou o presidente de tentar conquistar o apoio dos beneficiários do programa. Essa interpretação é uma acusação política feita pelo candidato. O governo, por sua vez, apresenta o reajuste como uma atualização do benefício para recompor perdas provocadas pela inflação desde 2023. A Reuters informou que o governo afirma que o aumento será absorvido dentro das dotações orçamentárias existentes. Benefício será mantido, diz candidato Apesar das críticas ao percentual, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende manter o Bolsa Família caso seja eleito. Durante a transmissão, o candidato declarou que o benefício estará garantido em seu eventual governo e que pretende manter o reajuste anunciado por Lula, mas acrescentou que pretende implementar medidas adicionais voltadas à mobilidade social. “Comigo, está garantido o Bolsa Família. Vou manter esse reajuste, mas vou fazer muito mais que isso”, afirmou. Comparação com o reajuste de 2022 Flávio também mencionou o aumento concedido durante o governo de Jair Bolsonaro. Em 2022, o então Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600, em um período que também antecedeu as eleições presidenciais. O atual reajuste do Bolsa Família ocorre igualmente em ano eleitoral. Segundo informações divulgadas sobre a medida, o novo piso de R$ 691 representa uma elevação de aproximadamente 15% em relação aos R$ 600 pagos anteriormente. Debate sobre inflação e poder de compra Além de questionar o tamanho do reajuste, Flávio argumentou que o aumento nominal pode perder poder de compra caso os preços continuem subindo. Segundo o candidato, os R$ 90 adicionais poderiam ser corroídos pela inflação ao longo dos meses. Essa é uma das linhas econômicas que sua campanha pretende explorar nas críticas ao reajuste, em conjunto com questionamentos sobre juros, contas públicas e custo dos alimentos. Flávio também se posiciona contra ação para suspender reajuste Durante a mesma transmissão, Flávio afirmou que não autorizou e não concorda com uma ação apresentada pelo deputado Zé Trovão (PL-SC) para questionar judicialmente o reajuste do Bolsa Família. O pedido foi rejeitado pelo ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por uma questão processual. De acordo com as informações divulgadas, a decisão não entrou na análise do mérito da medida. Governo defende reajuste O governo federal sustenta que o aumento tem como objetivo atualizar o valor do benefício diante da inflação acumulada desde 2023. Com a mudança, o piso passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio também será alterado. A medida foi anunciada poucas semanas antes do primeiro turno das eleições de 2026, o que levou adversários do governo a questionarem o momento escolhido. A administração federal afirma que o reajuste está dentro do planejamento orçamentário. O que muda no Bolsa Família Valor mínimo anterior: R$ 600 Novo valor mínimo: R$ 691 Reajuste: 15,04% Diferença mensal no piso: R$ 91 Início dos novos pagamentos: 19 de outubro Custo adicional estimado em 2026: R$ 5,8 bilhões Custo adicional estimado em 2027: cerca de R$ 22 bilhões O reajuste passou a integrar o debate eleitoral de 2026, colocando novamente o Bolsa Família no centro das discussões sobre política social, poder de compra, orçamento público e estratégia eleitoral. Fonte: Estadão Conteúdo, SBT News, Reuters e UOL. Navegação de Post FACHIN ADIA JULGAMENTO DE MENDONÇA APÓS IMPASSE SOBRE CASO MASTER LULA ANUNCIA DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DE CANETAS PARA PACIENTES COM OBESIDADE