Ocorrências acontecem em meio a cessar-fogo frágil, reacendendo tensões na região O Comando Central dos EUA divulgou imagens que, segundo afirmam, mostram ataques a sites de radar de vigilância costeira do Irã, com uma legenda informando que interceptaram múltiplos mísseis balísticos iranianos e drones lançados em direção ao Estreito de Ormuz e ao Golfo • Comando Central dos EUA Estados Unidos e Irã trocaram novos ataques em meio a um cessar-fogo frágil. Veja abaixo o que sabemos sobre o caso. Ataques e interceptações dos EUA O Exército dos EUA disse que atacou na sexta-feira (5) à noite sites de radar de vigilância costeira no Irã, após abater quatro drones de ataque iranianos enviados em direção ao Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA afirmou que suas forças também interceptaram uma onda de ataques iranianos durante a noite, que mirava os países do Golfo, Kuwait e Bahrein. Nenhum militar americano foi ferido, segundo informou. O que o Irã diz A emissora estatal iraniana IRIB informou que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançou ataques durante a noite contra uma base aérea dos EUA e outras instalações americanas, em resposta ao que chamou de “ações hostis” do Exército dos EUA. O Irã classificou os ataques dos EUA aos seus sites de radar como uma “violação clara” do acordo de cessar-fogo frágil. O Ministério das Relações Exteriores iraniano disse que o país respondeu de maneira “vigilante, decisiva e proporcional”. Como foi a reação regional desses ataques? O Ministério da Defesa do Kuwait disse no sábado (6) que “detectou e neutralizou” sete mísseis balísticos dentro do espaço aéreo kuwaitiano ao amanhecer. O Bahrein afirmou que interceptou e destruiu três mísseis e vários drones lançados do Irã. Nenhum dos dois países relatou vítimas, e ambos condenaram os ataques recentes. Vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Egito e Arábia Saudita, também condenaram o ataque iraniano aos vizinhos do Golfo, afirmando que os ataques ameaçam a segurança e a estabilidade da região. Navegação de Post Brasil pode perder US$ 1,8 bilhão por ano com possível bloqueio da União Europeia à carne nacional