Estados Unidos ampliam cooperação de segurança com Colômbia e Equador por meio do deslocamento de drones MQ-9 Reaper para reforçar operações de vigilância, combate ao narcotráfico e controle territorial Os Estados Unidos ampliaram a cooperação militar e de segurança com países da América do Sul ao transferir drones MQ-9 Reaper da África para Colômbia e Equador. A movimentação faz parte de uma nova estratégia de Washington para reforçar as operações contra organizações ligadas ao narcotráfico e ao crime organizado na região. O deslocamento das aeronaves ocorre em um momento de intensificação da cooperação entre os Estados Unidos, Colômbia e Equador na área de segurança. Segundo informações divulgadas pelo The New York Times e repercutidas por veículos da região, os drones foram enviados para ampliar as capacidades de inteligência, vigilância e reconhecimento em áreas consideradas estratégicas. Os MQ-9 Reaper são aeronaves remotamente pilotadas de grande autonomia, equipadas com sensores capazes de realizar missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. O modelo também possui capacidade para operações de ataque de precisão, sendo empregado pelas forças norte-americanas em diferentes teatros de operações. Na Colômbia, o acordo prevê inicialmente a chegada de três aeronaves MQ-9 Reaper. Segundo informações divulgadas pela imprensa colombiana, os equipamentos chegaram inicialmente sob regime de empréstimo, com possibilidade de o país avaliar posteriormente a aquisição de uma quarta aeronave. A utilização dos drones deverá reforçar as operações de inteligência e monitoramento das Forças Militares colombianas, especialmente em áreas de difícil acesso, regiões de fronteira e corredores utilizados por organizações envolvidas com o tráfico de drogas. **O reforço tecnológico ocorre após a aproximação entre Washington e Bogotá na área de segurança. Em setembro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que os dois países discutiam novas formas de cooperação, incluindo equipamentos, inteligência e treinamento para o combate ao narcotráfico. ** No Equador, dois MQ-9 Reaper já estão operando. O ministro da Defesa equatoriano, Gian Carlo Loffredo, confirmou que as duas aeronaves foram entregues pelos Estados Unidos e já realizam operações no espaço aéreo do país. Segundo o ministro, os equipamentos chegaram ao território equatoriano em 2 de outubro. A presença dos drones no Equador ocorre em meio ao aumento das ações contra organizações criminosas ligadas ao narcotráfico. O governo de Daniel Noboa vem ampliando a cooperação com Washington para fortalecer a capacidade de combate ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas. Os equipamentos podem permanecer longos períodos em voo e utilizar sensores avançados para acompanhar movimentações em extensas áreas. Essa capacidade permite ampliar o monitoramento de rotas terrestres, regiões de fronteira e possíveis estruturas utilizadas por organizações criminosas. **Além da função de vigilância, o MQ-9 Reaper possui capacidade para realizar ataques de precisão. Por isso, sua utilização na América do Sul também representa uma mudança significativa no nível de tecnologia empregado nas operações de segurança contra grupos ligados ao narcotráfico. ** A transferência dos drones ocorre enquanto Washington amplia sua atuação contra organizações criminosas latino-americanas. A estratégia inclui operações marítimas e o fortalecimento da capacidade de inteligência para identificar rotas, estruturas e integrantes de grupos envolvidos no tráfico internacional de drogas. O deslocamento das aeronaves da África para a América do Sul também chama atenção porque ocorre após o intenso emprego dos MQ-9 em operações militares norte-americanas. Reportagens recentes apontaram perdas significativas desse tipo de aeronave durante operações dos Estados Unidos, aumentando a importância estratégica dos equipamentos que permanecem disponíveis. Para Colômbia e Equador, a chegada dos Reaper representa um reforço na capacidade de vigilância aérea e de obtenção de informações em regiões extensas e de difícil acesso. A tecnologia poderá ser utilizada para acompanhar movimentações suspeitas e apoiar operações das forças de segurança contra organizações criminosas. A cooperação também aproxima ainda mais Washington dos governos de Bogotá e Quito em uma área considerada estratégica pelos três países. O objetivo declarado é ampliar a capacidade de enfrentamento ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional por meio do compartilhamento de equipamentos, inteligência e recursos tecnológicos. O número total de MQ-9 Reaper transferidos pelos Estados Unidos para a região não foi divulgado publicamente. Informações disponíveis indicam, porém, que três aeronaves foram destinadas à Colômbia e duas já estão em operação no Equador. Autoridades norte-americanas e os ministérios da Defesa dos dois países não divulgaram todos os detalhes operacionais do deslocamento. A chegada dos drones coloca Colômbia e Equador entre os principais parceiros dos Estados Unidos na nova etapa de cooperação de segurança na América do Sul. A expectativa é de que os equipamentos ampliem a capacidade de vigilância, inteligência e acompanhamento de organizações ligadas ao narcotráfico e ao crime organizado. Com tecnologia capaz de permanecer por longos períodos no ar e realizar monitoramento de grandes áreas, os MQ-9 Reaper passam a representar um importante componente da cooperação militar entre Washington, Bogotá e Quito. A transferência das aeronaves reforça a estratégia de utilização de tecnologia e inteligência para enfrentar redes criminosas que atuam além das fronteiras nacionais. Fonte: informações divulgadas por autoridades colombianas e equatorianas e reportagens baseadas em informações do The New York Times. Navegação de Post Caiado oficializa apoio a Flávio no segundo turno em evento em Goiânia DERROTA PARA LULA: PF ARQUIVA APURAÇÃO SOBRE SUPOSTA INTERFERÊNCIA DOS EUA NAS ELEIÇÕES POR FALTA DE INDÍCIOS