Investigação aponta que suspeito rondava o estabelecimento e já havia chamado a atenção da vítima; Polícia Civil trabalha com hipótese de premeditação Londrina (PR) — 15 de setembro de 2026 A investigação sobre a morte de Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, ganhou novos elementos após a Polícia Civil analisar relatos e áudios enviados pela própria vítima antes do crime. Segundo informações divulgadas por veículos locais, as gravações indicam que Thaissa já havia percebido o comportamento considerado estranho de um homem que frequentava as proximidades da academia onde trabalhava. A jovem foi assassinada na sexta-feira (11), em Londrina, no norte do Paraná, enquanto trabalhava na divulgação de uma academia que ainda não havia sido inaugurada. Ela foi atacada após, segundo a investigação, reagir a uma tentativa de estupro. Suspeito teria observado a vítima antes do ataque De acordo com o delegado responsável pela investigação, existem indícios de que o suspeito já rondava o local antes do crime. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, o homem teria frequentado o entorno da academia sob o argumento de estar procurando emprego. A investigação também aponta que ele teria observado Thaissa antes de abordá-la. Os áudios enviados pela jovem a uma amiga são considerados relevantes justamente porque indicariam que ela própria havia percebido as aproximações e o comportamento insistente do suspeito. Para os investigadores, esse conjunto de informações pode ajudar a esclarecer se o ataque foi planejado antecipadamente. Abordagem ocorreu dentro da academia Thaissa havia sido contratada recentemente para distribuir panfletos e divulgar a nova academia. Segundo a investigação, o suspeito teria se aproximado da jovem e utilizado uma justificativa para entrar no estabelecimento. Depois, quando os dois estavam em uma área mais isolada, ele teria tentado cometer violência sexual. A estudante reagiu e houve luta corporal. Durante o confronto, Thaissa foi atingida por golpes de faca e morreu no local. O suspeito também sofreu ferimentos nas mãos durante a luta. Suspeito tentou criar uma falsa versão Após o crime, o homem deixou o estabelecimento ferido e procurou ajuda nas proximidades. Segundo a Polícia Civil, ele teria apresentado inicialmente uma versão falsa, afirmando que havia sido vítima de um assalto. A estratégia, entretanto, não se sustentou. Trabalhadores que chegaram posteriormente à academia perceberam manchas de sangue e acionaram as autoridades. Policiais foram até o imóvel e encontraram o corpo da jovem. Confrontado pelos investigadores, o suspeito teria confessado o assassinato e admitido a tentativa de estupro. Ele foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. Polícia investiga possível premeditação A hipótese de que o crime tenha sido planejado ganhou força durante a apuração. O delegado responsável pelo caso afirmou que a dinâmica identificada até o momento apresenta elementos compatíveis com uma possível premeditação. Entre eles estão os relatos de que o suspeito teria observado Thaissa anteriormente e os registros que indicariam sua presença recorrente nas proximidades do estabelecimento. Os áudios atribuídos à vítima também passaram a integrar esse contexto investigativo. Ainda assim, a hipótese de premeditação precisa ser confirmada pela investigação e pelas provas periciais. O fato de o suspeito ter observado a vítima anteriormente, isoladamente, não é suficiente para estabelecer juridicamente que o assassinato foi planejado. Perícia busca esclarecer a dinâmica do crime A Polícia Civil solicitou exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte e reunir elementos relacionados à tentativa de violência sexual. Também foram analisados vestígios encontrados no local, incluindo sangue e outros possíveis elementos deixados durante a luta. A investigação deverá reconstruir os passos do suspeito antes, durante e depois do crime, além de verificar as informações apresentadas por testemunhas e os registros disponíveis. Quem era Thaissa Gabriely Thaissa Gabriely Oliveira Marques tinha 21 anos e cursava o último período de Nutrição no Centro Universitário Filadélfia (UniFil), em Londrina. A jovem estava próxima de concluir a graduação e havia começado recentemente a trabalhar na divulgação da academia. A morte provocou comoção na cidade e manifestações de solidariedade de instituições e entidades locais. O Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina também se manifestou sobre o caso e defendeu que a morte seja investigada sob a perspectiva de feminicídio. Crime provocou debate sobre segurança das mulheres O assassinato de Thaissa também reacendeu o debate sobre a segurança de mulheres durante o exercício de atividades profissionais. Entidades sindicais de Londrina cobraram medidas de prevenção e maior proteção para trabalhadoras, destacando que o crime ocorreu enquanto a jovem desempenhava uma atividade profissional. A discussão ganhou ainda mais força diante da informação de que a vítima teria percebido anteriormente o comportamento do suspeito. Investigação continua A Polícia Civil do Paraná informou que o caso permanece sob investigação e que o suspeito continua preso. As autoridades ainda deverão analisar os elementos reunidos, incluindo os áudios enviados por Thaissa, depoimentos, vestígios encontrados no local e demais provas produzidas pela perícia. A principal questão agora é esclarecer quando começou a intenção criminosa, se houve planejamento prévio e qual foi exatamente a sequência dos acontecimentos que terminou com a morte da jovem. O que já foi apurado Thaissa Gabriely tinha 21 anos; era estudante de Nutrição; trabalhava na divulgação de uma academia em Londrina; foi atacada no estabelecimento em 11 de setembro; a investigação aponta tentativa de estupro antes do assassinato; o suspeito, também de 21 anos, foi preso; ele teria inicialmente alegado ter sido vítima de um assalto; posteriormente, segundo a polícia, confessou o crime; áudios enviados pela vítima indicariam que ela já havia percebido comportamento estranho do suspeito; a Polícia Civil investiga a possibilidade de premeditação. Conclusão A investigação da morte de Thaissa Gabriely ganhou uma nova dimensão com a análise dos áudios que ela teria enviado antes do crime. Os registros podem ajudar os investigadores a reconstruir a relação entre a vítima e o suspeito nos dias anteriores ao assassinato. A principal suspeita investigativa é de que o homem tenha observado a jovem antes de agir e que o crime possa ter sido planejado. Essa hipótese, contudo, ainda depende da conclusão da investigação e da análise de todas as provas. O suspeito permanece preso, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer definitivamente a dinâmica do crime e responsabilizar o autor pelos fatos comprovados. Fontes consultadas: informações divulgadas pela Polícia Civil do Paraná e reportagens do UOL, Metrópoles, Tribuna do Paraná e veículos locais sobre a investigação. Navegação de Post MORAES APRESENTA DEFESA DE 44 PÁGINAS, ATACA RELATÓRIO DA PF E PEDE ANULAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO NO CASO MASTER JASON MILLER VOLTA A CRITICAR ALEXANDRE DE MORAES E COMPARTILHA IMAGEM GERADA POR IA