Após derrota na disputa pelo Senado, senador afirma que não pretende deixar a política e admite novos caminhos após o fim do mandato

O senador Angelo Coronel (Republicanos) quebrou o silêncio após o resultado das eleições de domingo (4) e afirmou que não pretende se aposentar da política. Derrotado na disputa pela reeleição ao Senado pela Bahia, o parlamentar classificou o resultado como algo natural da política e sinalizou que pretende continuar atuando na vida pública.
Coronel disputava uma das duas vagas ao Senado pela Bahia e acabou derrotado pelos ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), que foram eleitos para mandatos de oito anos. Após a divulgação do resultado, o senador parabenizou os vencedores e afirmou que é necessário levantar a cabeça e seguir em frente.
Em declaração ao BNews, a primeira após a derrota nas urnas, Angelo Coronel rejeitou a possibilidade de uma aposentadoria política. Segundo o senador, o que ocorreu foi uma perda de mandato, e não uma decisão de abandonar a política.
“É algo natural da política”, afirmou Coronel ao comentar o resultado eleitoral. O parlamentar também cumprimentou os senadores eleitos e indicou que pretende avaliar os próximos passos de sua trajetória política após o encerramento do atual mandato.
A declaração ganha relevância porque Coronel construiu uma longa trajetória na vida pública baiana. Antes de chegar ao Senado, exerceu mandato de deputado estadual e também ocupou outros cargos políticos no estado. Sua permanência no cenário político poderá ocorrer por meio de novas funções ou articulações após o fim do mandato parlamentar.
Entre os caminhos possíveis está uma eventual participação em um governo federal. O nome de Angelo Coronel passou a ser associado a possíveis espaços em uma eventual administração de Flávio Bolsonaro, caso o candidato do PL vença o segundo turno da eleição presidencial. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que Coronel tenha sido convidado para ocupar determinado cargo.
A possibilidade de participação em um eventual governo deve ser tratada, portanto, como uma perspectiva política e não como uma nomeação definida. Coronel mantém relações políticas construídas ao longo de sua passagem pelo Congresso Nacional e poderá buscar espaço em uma nova composição de forças após as eleições.
A derrota para o Senado também modifica a posição de Coronel dentro da política baiana. Com Jaques Wagner e Rui Costa eleitos, o grupo político ligado ao PT amplia sua representação no Senado, enquanto Coronel deixa de ter uma cadeira na Casa a partir do encerramento de seu atual mandato.
Mesmo fora da disputa vitoriosa pelo Senado, o parlamentar não sinalizou intenção de abandonar a atividade política. Ao contrário, sua declaração indica que pretende permanecer no cenário público e analisar alternativas para continuar participando das decisões políticas nacionais e estaduais.
O resultado eleitoral também representa uma mudança importante na composição da bancada baiana no Senado. Jaques Wagner retorna para um novo mandato, enquanto Rui Costa, que deixou o governo da Bahia para assumir o Ministério da Casa Civil no governo Lula, também conquistou uma das vagas em disputa.
Angelo Coronel, por sua vez, encerra o ciclo parlamentar no Senado após um período de atuação marcado pela participação em discussões sobre orçamento, economia, infraestrutura e questões de interesse da Bahia. A partir de agora, o futuro político do senador dependerá das articulações que serão construídas após o resultado eleitoral.
A sinalização de que não pretende se aposentar mantém aberta a possibilidade de Coronel assumir novas funções na política. Uma eventual participação em um governo federal, entretanto, dependerá das negociações políticas e, no caso de uma administração de Flávio Bolsonaro, da própria definição da equipe e dos cargos que seriam ocupados.
O segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, será decisivo para esse cenário. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputam a Presidência da República, e o resultado poderá influenciar diretamente a formação das alianças políticas e a distribuição de espaços no futuro governo federal.
Por enquanto, Angelo Coronel prefere adotar uma postura de continuidade. Ao descartar a aposentadoria política e afirmar que o momento representa apenas a perda do mandato, o senador deixa claro que pretende permanecer ativo na política e buscar novos caminhos após o encerramento de sua passagem pelo Senado.
A declaração também abre espaço para especulações sobre os próximos movimentos do parlamentar, principalmente diante da nova configuração política que surgirá após o segundo turno. Uma eventual aproximação com o grupo vencedor da eleição presidencial poderá definir o próximo capítulo da trajetória de Coronel, mas qualquer cargo em um futuro governo ainda depende de confirmação oficial.

Fonte: BNews, com informações da declaração de Angelo Coronel após o resultado das eleições de 2026.

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