Candidato ao governo da Bahia negou envolvimento nos fatos investigados; pedido de busca da PF foi rejeitado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do STF O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quinta-feira (17) que a divulgação de um pedido de busca e apreensão feito pela Polícia Federal (PF) contra ele, no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, representa uma tentativa de interferência no processo eleitoral. Em nota, o ex-prefeito de Salvador negou qualquer relação com os fatos investigados e classificou a divulgação das informações como resultado de supostos “vazamentos seletivos”. As declarações foram divulgadas a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições estaduais, marcado para 4 de outubro. PEDIDO DE BUSCA FOI NEGADO PELO STF A Polícia Federal havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para realizar buscas relacionadas a ACM Neto. O pedido recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas foi rejeitado pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso. Segundo as informações divulgadas, o ministro entendeu que não havia base legal suficiente para autorizar a medida. Com a decisão, ACM Neto não foi alvo das buscas realizadas nesta quinta-feira. A decisão sobre o pedido de busca, entretanto, não representa uma conclusão definitiva sobre as investigações da Operação Overclean. A apuração continua em andamento. O QUE A PF INVESTIGA A nova fase da operação investiga suspeitas de irregularidades em contratos públicos relacionados ao fornecimento de serviços e materiais didáticos para a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, em contratos firmados entre 2024 e 2025. Segundo a Polícia Federal, pelo menos três procedimentos investigados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. A investigação apura, entre outras hipóteses, possíveis fraudes em licitações, crimes contra a administração pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão em seis estados: Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. RELAÇÃO COM EX-SECRETÁRIO Entre os investigados está Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Belo Horizonte. Barral também ocupou cargo na Prefeitura de Salvador durante a administração de ACM Neto e, posteriormente, foi indicado para a Secretaria de Educação de Belo Horizonte. A PF investiga se essa indicação teria relação com possíveis arranjos envolvendo contratos públicos. A investigação também envolve empresários que já haviam aparecido em fases anteriores da Operação Overclean. ACM NETO NEGA ENVOLVIMENTO Em seu pronunciamento, ACM Neto afirmou que a operação teve início em dezembro de 2024 e que, desde então, não teria sido apontada qualquer conduta sua relacionada à prática de ilícitos. O candidato declarou que não possui relação com os fatos investigados e afirmou que a decisão de Nunes Marques, ao negar o pedido de busca, demonstraria, segundo sua interpretação, a inconsistência das suspeitas. Neto também afirmou que a divulgação do pedido ocorre em um momento eleitoral e acusou adversários políticos de tentar utilizar informações relacionadas à investigação para influenciar a disputa pelo governo da Bahia. INVESTIGAÇÃO E DISPUTA ELEITORAL A controvérsia ocorre durante a campanha eleitoral de 2026. ACM Neto é candidato ao governo da Bahia e tem o atual governador Jerônimo Rodrigues entre os principais nomes da disputa. A alegação de interferência eleitoral é uma avaliação feita pelo próprio candidato. As informações disponíveis não estabelecem, por si só, que a divulgação do pedido de busca tenha sido realizada com a finalidade de interferir no resultado da eleição. O que está documentado é que a PF apresentou o pedido de busca, a PGR se manifestou favoravelmente e o ministro Nunes Marques decidiu rejeitar a medida. A investigação sobre os contratos públicos, por sua vez, permanece em andamento. PRÓXIMOS PASSOS Com a realização da 10ª fase da Operação Overclean, os investigadores deverão analisar documentos e outros elementos apreendidos durante as diligências autorizadas judicialmente. No caso específico de ACM Neto, não houve busca e apreensão contra o candidato porque o pedido da PF foi negado pelo relator no STF. O episódio acrescenta um novo capítulo à disputa eleitoral na Bahia, enquanto a investigação sobre possíveis irregularidades em contratos públicos de Belo Horizonte continua sob análise das autoridades. Fonte: Agência Estado/UOL, Bahia Notícias, CNN Brasil e Polícia Federal. Navegação de Post MORETTI: RELATÓRIO BIMESTRAL DO DIA 24 MOSTRARÁ ESPAÇO PARA REAJUSTAR BOLSA FAMÍLIA WANESSA CAMARGO FAZ REVELAÇÕES E ADMITE CRISE FINANCEIRA DESDE QUE DEIXOU BBB 24