A vereadora Ellen de Gordo utilizou a tribuna da Câmara Municipal, na noite de segunda-feira (04), para se posicionar sobre temas recentes envolvendo a política local e a atual administração de Hermânio Bambu. Defesa de deputado e crítica à “distorção de fala” Durante o pronunciamento, a parlamentar afirmou não concordar com uma nota de repúdio direcionada ao deputado estadual Rosemberg Pinto. Segundo ela, houve distorção de uma fala do parlamentar, negando qualquer desrespeito ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A vereadora destacou ainda a atuação de lideranças políticas no desenvolvimento do município, citando nomes como Gicélia Santana, Neto Carletto e Ronaldo Carletto.“Existe uma Floresta Azul de antes e outra depois deles. Isso é fato”, declarou. Questionamentos sobre gastos públicos A parlamentar também levantou questionamentos sobre a gestão financeira do município. De acordo com ela, dados registrados no Banco do Brasil indicam movimentações de aproximadamente R$ 16,5 milhões entre janeiro e abril de 2025, e cerca de R$ 18,5 milhões no mesmo período de 2026. Para a vereadora, o problema não é a falta de recursos, mas sim a ausência de prioridades.“Quando se respeita o trabalhador, o salário vem primeiro. O resto vem depois. Aqui fizeram o contrário: festa primeiro, o povo que espere”, afirmou. Denúncias de salários atrasados Outro ponto de destaque foi a denúncia de atrasos salariais de servidores municipais. Segundo Ellen, funcionários ainda aguardam pagamentos referentes a dezembro, décimo terceiro salário e o mês de abril, sem previsão oficial. Ela também criticou o que classificou como tratamento desigual dentro da administração, alegando que membros da gestão já teriam recebido seus vencimentos, enquanto trabalhadores contratados continuam sem pagamento. Emenda parlamentar sem execução A vereadora citou ainda uma emenda do deputado Neto Carletto no valor de R$ 396 mil, destinada à reforma e ampliação do Estádio Macedo, com liberação registrada em setembro de 2025. Segundo ela, a obra não foi realizada. “Não estou levantando suspeitas. Estou falando com base em documentos”, declarou, afirmando que, ao final do ano passado, restavam cerca de R$ 6 mil do valor inicial. Solidariedade aos servidores Ao encerrar, Ellen manifestou apoio aos servidores municipais e prometeu continuar fiscalizando a gestão.“Vocês não estão sozinhos. Vou cobrar e lutar por cada direito”, disse. Esclarecimento sobre conselheiros tutelares Em publicação posterior, a vereadora também esclareceu uma fala sobre a remuneração dos conselheiros tutelares. Segundo ela, o salário não é compatível com a responsabilidade da função, que exige dedicação exclusiva e impede outras atividades remuneradas. Navegação de Post Empresários apontam queda na movimentação econômica após mudança de gestão em Floresta Azul O Silêncio sob Pressão: Servidores de Floresta Azul relatam receio de criticar gestão de Hermânio Bambu