Epidemia na República Democrática do Congo já registra 6.186 casos confirmados e 3.007 mortes; autoridades enfrentam dificuldades para rastrear e interromper novas cadeias de transmissão O surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) ultrapassou a marca de 3 mil mortes e 6 mil casos confirmados, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde do país. O boletim com dados até 31 de agosto contabiliza 6.186 casos confirmados e 3.007 mortes, além de 1.409 pessoas recuperadas. O surto já atingiu 60 zonas de saúde em seis províncias. A epidemia foi oficialmente declarada em 15 de maio, na província de Ituri, no leste do país. Segundo autoridades e especialistas citados pela imprensa internacional, porém, a circulação do vírus pode ter começado meses antes da declaração oficial. Transmissão avança rapidamente Os números mostram uma velocidade de propagação considerada excepcional. Somente em 31 de agosto, foram registrados 86 novos casos confirmados e 57 mortes, segundo o boletim do Instituto Nacional de Saúde Pública da RDC. A província de Ituri permanece como epicentro da epidemia. Dos 6.186 casos registrados no país, 5.065 estavam concentrados na região. North Kivu aparece em seguida, com 868 casos confirmados. A expansão para novas áreas tem dificultado o trabalho das equipes de saúde, principalmente na identificação de pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e no acompanhamento das cadeias de transmissão. Situação é agravada por dificuldades locais Além da velocidade de transmissão, equipes de saúde enfrentam problemas relacionados à infraestrutura, segurança e deslocamento da população. Relatórios sobre a situação apontam dificuldades para manter postos de controle funcionando, resistência de parte da população às medidas sanitárias e problemas para realizar o acompanhamento de contatos. Conflitos e insegurança em determinadas regiões também dificultam o acesso das equipes de saúde às comunidades afetadas. Outro dado chama atenção: aproximadamente 60% das mortes ocorrem fora dos centros de tratamento, segundo informações citadas pela Reuters. Isso dificulta a identificação precoce dos casos e aumenta os desafios para interromper a transmissão. Vírus Bundibugyo está por trás do surto A epidemia atual é causada pelo vírus Ebola Bundibugyo, uma espécie diferente daquela associada ao grande surto da África Ocidental entre 2014 e 2016. Até o momento, não existe vacina ou tratamento especificamente aprovado para o vírus Bundibugyo. A vacina Ervebo, desenvolvida para o vírus Ebola Zaire, passou a ser utilizada entre profissionais de saúde e em iniciativas de pesquisa, diante da gravidade da situação. A Organização Mundial da Saúde informou que vacinas e tratamentos candidatos estão sendo avaliados em estudos clínicos. Como o Ebola é transmitido O Ebola é uma doença viral grave que pode ser transmitida pelo contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de uma pessoa infectada, especialmente depois do início dos sintomas. Os primeiros sinais podem incluir febre, fraqueza, dores musculares, dor de cabeça e mal-estar. A doença pode evoluir para vômitos, diarreia, desidratação e, em casos graves, hemorragias e falência de órgãos. A transmissão também pode ocorrer pelo contato com materiais contaminados por fluidos corporais. Epidemia já supera surto anterior no Congo O atual surto já se tornou o maior e mais letal da história da República Democrática do Congo, superando a epidemia registrada entre 2018 e 2020. Naquele período, foram registradas mais de 2.200 mortes. A epidemia atual também se tornou a segunda maior em número de mortes entre os grandes surtos de Ebola registrados no mundo, atrás apenas da crise ocorrida na África Ocidental entre 2014 e 2016. O surto da África Ocidental atingiu principalmente Guiné, Libéria e Serra Leoa, provocando mais de 11 mil mortes. Autoridades tentam conter avanço As autoridades congolesas, com apoio da Organização Mundial da Saúde e de organizações humanitárias, ampliaram ações de vigilância, isolamento de pacientes, acompanhamento de contatos e vacinação de profissionais da linha de frente. Entretanto, a identificação de novos casos fora das cadeias de transmissão conhecidas continua sendo um dos principais obstáculos. O boletim mais recente indicava que 830 pacientes estavam em isolamento ou em centros de tratamento, enquanto 1.409 pessoas haviam se recuperado. A taxa de letalidade entre os casos confirmados estava em 48,6%. Cenário continua sob forte atenção internacional Com mais de 6 mil casos confirmados e mais de 3 mil mortes, a epidemia representa uma das maiores emergências sanitárias enfrentadas pela RDC nos últimos anos. A velocidade de crescimento, a extensão geográfica e as dificuldades para rastrear contatos tornam o controle do surto particularmente complexo. As autoridades continuam concentrando esforços para identificar novos casos, ampliar o atendimento médico e interromper as cadeias de transmissão. Fonte: Ministério da Saúde da República Democrática do Congo, Africa CDC, Organização Mundial da Saúde, Associated Press e Reuters. Navegação de Post “LULA ESTÁ DESESPERADO E O TOMBO DESSA QUADRILHA VAI SER GRANDE”, DIZ JORDY SOBRE FAKE NEWS CONTRA FLÁVIO LULA VÊ JANJA COM CAMISA DO FLAMENGO E DISPARA: “DEVERIA ESTAR COM A DO CORINTHIANS”