Mãe de Eliza Samudio contou que precisou de escolta após perceber uma movimentação suspeita durante uma viagem

A mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima Moura, voltou a falar sobre os momentos de medo que enfrentou após o desaparecimento e assassinato da filha. Segundo relatos atribuídos a Sônia, ela chegou a sofrer ameaças e precisou adotar medidas de segurança depois de perceber uma movimentação que considerou suspeita durante uma viagem.

O caso de Eliza ganhou repercussão nacional em 2010, quando a jovem desapareceu. O então goleiro Bruno Fernandes, pai do filho de Eliza, foi posteriormente condenado pela Justiça de Minas Gerais pela participação no crime. O corpo da jovem nunca foi localizado.

SÔNIA RELATA MEDO E AMEAÇAS

Em relatos sobre o período posterior ao julgamento, Sônia afirmou que passou a ter preocupação constante com a própria segurança. Segundo ela, determinadas situações fizeram com que precisasse contar com proteção durante deslocamentos.

A mãe de Eliza já havia relatado anteriormente que adotava cuidados especiais por causa do receio relacionado a Bruno e à possibilidade de aproximação dele com seu neto, Bruninho.

Em entrevista publicada pela Marie Claire, Sônia contou que chegou a mudar sua rotina, utilizando caminhos alternativos e evitando repetir trajetos. Na ocasião, também afirmou que levava e buscava o neto na escola e acompanhava seus compromissos.

HISTÓRICO DE AMEAÇAS

As declarações sobre ameaças não são completamente novas. Em entrevista anterior, Sônia também relatou que havia vivido situações de violência doméstica no passado e que chegou a receber ameaças de morte antes mesmo do caso envolvendo sua filha.

Segundo o relato publicado pela Marie Claire, Sônia afirmou que conseguiu fugir daquela situação, enquanto Eliza não teria conseguido fazer o mesmo.

É importante diferenciar, entretanto, os relatos sobre sua história pessoal de eventuais ameaças posteriores relacionadas especificamente ao caso Eliza. Nem toda ameaça mencionada em entrevistas foi necessariamente investigada ou confirmada pelas autoridades.

O CASO ELIZA SAMUDIO

Eliza desapareceu em junho de 2010. As investigações apontaram a participação de Bruno e de outras pessoas no crime.

Bruno foi condenado em 2013 pela Justiça de Minas Gerais. A pena inicialmente aplicada foi de 22 anos e 3 meses de prisão, posteriormente reduzida pela Justiça.

O caso envolveu acusações de homicídio, sequestro e ocultação de cadáver. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.

SÔNIA PASSOU A CUIDAR DO NETO

Após o desaparecimento da filha, Sônia assumiu a criação de Bruninho, filho de Eliza e Bruno.

Em entrevistas ao longo dos anos, ela relatou os cuidados adotados para proteger o menino e afirmou que evitava situações que pudessem colocá-lo em risco.

Em 2026, o nome de Sônia voltou a aparecer no noticiário após novos episódios envolvendo familiares de Bruno. Em julho, ela comentou publicamente o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do ex-goleiro, cobrando respostas das autoridades.

MEDO CONTINUOU MESMO ANOS DEPOIS

Mesmo depois de anos do crime, Sônia afirmou em diferentes momentos que continua convivendo com o medo e com a preocupação em relação à segurança da família.

Em 2020, por exemplo, ela declarou ao UOL que considerava assustadora a possibilidade de Bruno voltar a atuar profissionalmente em uma cidade próxima de onde morava. Na época, afirmou também que não se sentia segura em deixar o neto sozinho com o pai.

As declarações mostram que, para Sônia, a preocupação com a segurança não terminou com o julgamento do caso.

CASO CONTINUA MARCADO PELA AUSÊNCIA DO CORPO DE ELIZA

Um dos aspectos que permanece no centro da história é o fato de o corpo de Eliza nunca ter sido encontrado.

Sônia já declarou diversas vezes que mantém a esperança de descobrir o paradeiro da filha e de conseguir sepultá-la. Em entrevista, afirmou que essa continua sendo uma das maiores dores enfrentadas pela família.

O caso Eliza Samudio permanece entre os crimes de maior repercussão do futebol brasileiro e continua sendo lembrado pela condenação de Bruno e pela ausência dos restos mortais da vítima.

Fonte: UOL, CNN Brasil, Marie Claire/Justiça de Saia e registros públicos sobre o caso.

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