Envio de 290 profissionais e seis aeronaves ocorre em meio a cobranças por suposta demora no apoio federal e à crise provocada pelos incêndios florestais no estado. A crise dos incêndios florestais no Amazonas ampliou a pressão sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste sábado (10), o governo federal anunciou o envio de reforços para intensificar o combate às chamas, em meio à deterioração da qualidade do ar em Manaus e às críticas relacionadas à resposta das autoridades aos pedidos de apoio. A mobilização prevê o envio de 290 profissionais brigadistas e seis aeronaves, sendo quatro aviões Air Tractor, utilizados no lançamento de água, e dois helicópteros. A operação envolve o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O anúncio ocorre após dias de preocupação com a fumaça que encobre a capital amazonense e com os impactos dos incêndios sobre a população. A situação também provocou a suspensão de atividades escolares e universitárias, como medida para reduzir a exposição de estudantes à poluição atmosférica. FUMAÇA INTENSA E ALERTA SOBRE A QUALIDADE DO AR Imagens de satélite e registros de monitoramento ambiental ampliaram a repercussão da crise. Em Manaus, os níveis de partículas poluentes chegaram a valores muito superiores ao limite de referência considerado seguro, segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental. A exposição à fumaça pode agravar problemas respiratórios e representa um risco maior para crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes. Diante da situação, autoridades emitiram alertas recomendando cuidados para reduzir a exposição aos poluentes. COMANDANTE DOS BOMBEIROS RELATOU NEGATIVA DE APOIO A atuação federal passou a ser questionada após o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Ximenes Muniz, apresentar informações sobre pedidos anteriores de reforço aéreo. Segundo documentos divulgados pelo comandante e reportagens publicadas sobre o caso, o estado solicitou aeronaves e outros recursos para apoiar as operações de combate aos incêndios. Uma resposta da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, informou que não seria possível atender à solicitação naquele momento. A situação provocou cobranças por esclarecimentos sobre os critérios utilizados para disponibilizar equipamentos e sobre a coordenação entre os governos estadual e federal. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE APRESENTA OUTRA VERSÃO O Ministério do Meio Ambiente contesta a interpretação de que o governo federal tenha permanecido sem atuar no combate aos incêndios. Em nota divulgada na sexta-feira (9), a pasta informou que o Ibama havia extinguido 229 incêndios no Amazonas e continuava atuando em outros 20 focos ativos. O ministério também afirmou que, em 23 de setembro, recebeu uma solicitação de apoio do governo estadual e acionou equipes federais e uma aeronave. Segundo a versão apresentada pelo ministério, após chuvas contribuírem para a redução dos focos de incêndio, o governo do Amazonas comunicou, em 30 de setembro, que não seria mais necessário o apoio de uma das equipes mobilizadas, dispensando sua atuação antes do deslocamento para o campo. A pasta acrescentou que orientou o estado a formalizar pedidos adicionais por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, mas informou que essa solicitação ainda não havia sido apresentada até a publicação da nota. A divergência entre os relatos tornou-se um dos principais pontos da crise: enquanto o comandante dos bombeiros aponta dificuldades no atendimento a pedidos específicos, o ministério sustenta que houve atuação federal e cita a dispensa de uma equipe pelo governo estadual. OPOSIÇÃO COBRA EXPLICAÇÕES A controvérsia passou a alimentar críticas políticas à condução da emergência ambiental. O envio de novos recursos levanta questionamentos sobre a rapidez da resposta, a disponibilidade de aeronaves e a articulação entre as diferentes esferas de governo. Para críticos da administração federal, é necessário esclarecer por que determinados pedidos não foram atendidos inicialmente e quais fatores influenciaram a mobilização posterior. Já o Ministério do Meio Ambiente afirma que mantém ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios no estado. A apuração das circunstâncias depende da análise dos documentos, das solicitações encaminhadas e das respostas fornecidas pelos órgãos envolvidos. Até o momento, os relatos públicos apresentam versões distintas sobre parte do atendimento solicitado. ENVIO DE REFORÇOS AINDA PRECISA SE TRADUZIR EM RESULTADOS O anúncio de 290 profissionais e seis aeronaves representa um reforço para as operações no Amazonas, mas não encerra as dúvidas sobre a coordenação da resposta à crise. Além de conter as chamas, as autoridades precisam reduzir os impactos da fumaça, proteger os moradores e esclarecer as divergências sobre os pedidos anteriores de assistência. Enquanto o governo federal e as autoridades estaduais apresentam suas versões, a população continua enfrentando os efeitos da poluição e dos incêndios florestais. A prioridade imediata é ampliar a capacidade de combate ao fogo e garantir proteção à saúde dos moradores. Fontes: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional; UOL/Agência Estado; Imediato Online. Navegação de Post JANJA TERIA CRITICADO ENTRADA DE ANA ELISA NA CAMPANHA DE LULA E DISPARADO: “SÓ SE FOR PARA PERDER MESMO” FLÁVIO BOLSONARO TEM 53,1% CONTRA 46,9% DE LULA NO 2º TURNO, APONTA DATATRENDS