Cantor baiano enfrentava um linfoma não Hodgkin e morreu em Salvador após complicações de saúde; artista marcou gerações com sucessos que projetaram o axé music no Brasil e no exterior. O cantor baiano Netinho, um dos grandes nomes do axé music brasileiro, morreu nesta terça-feira (13 de outubro), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. Segundo nota divulgada por sua assessoria, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos. Dono de sucessos que atravessaram gerações, como “Milla”, “Beijo na Boca” e “Fim de Semana”, Netinho construiu uma carreira marcada pela energia nos palcos, pelo carisma e pela forte ligação com o Carnaval de Salvador. Sua voz se tornou uma das marcas do axé music, gênero que conquistou o Brasil a partir da Bahia. A notícia representa uma perda para a música brasileira, especialmente para a cultura baiana, onde o cantor construiu parte importante de sua trajetória artística. Diagnóstico e luta contra o câncer Netinho revelou publicamente o diagnóstico de um câncer no sistema linfático em março de 2025, após procurar atendimento médico em Salvador devido a fortes dores nas pernas. Na ocasião, o cantor foi internado no Hospital Aliança Star. Desde então, passou a compartilhar informações sobre sua saúde e as etapas do tratamento com seus fãs por meio das redes sociais. De acordo com a nota de sua assessoria, nos últimos meses o quadro clínico evoluiu com complicações graves, incluindo falência renal e disfunção múltipla de órgãos. O linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, responsável por parte importante da defesa imunológica do organismo. A doença reúne diferentes subtipos, com características e formas de evolução distintas. Da infância na Bahia ao sucesso nacional Netinho nasceu em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Ainda criança, aos 10 anos, mudou-se com a família para Salvador, cidade onde começou a desenvolver sua relação com a música. Aos 14 anos, ganhou o primeiro violão da mãe. Dois anos depois, ingressou no curso de Engenharia Civil da Universidade Católica do Salvador (UCSal), conciliando os estudos com apresentações musicais. O grande salto na carreira aconteceu em 1988, quando assumiu os vocais da Banda Beijo durante o Carnaval de Salvador. No mesmo ano, ganhou projeção nacional com a música “Beijo na Boca”, que ajudou a abrir as portas do mercado brasileiro para o artista. Outras canções, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa”, também contribuíram para consolidar seu nome entre os representantes do axé music. “Milla” se tornou um clássico do axé music Em 1993, Netinho iniciou sua carreira solo. Três anos depois, lançou “Milla”, música que se transformou em um dos maiores sucessos de sua trajetória e em um dos clássicos associados ao axé music. A canção ultrapassou as fronteiras brasileiras e ajudou a levar a música baiana a públicos de outros países. Ao longo da carreira, o cantor realizou apresentações internacionais, incluindo shows na Itália e no Chile. Com uma mistura de ritmo, alegria e forte presença de palco, Netinho conquistou fãs de diferentes gerações e se tornou um dos artistas lembrados quando o assunto é a história do Carnaval de Salvador. Além dos palcos, também atuou como empresário A atuação de Netinho não se limitou aos shows e às gravações. O artista também investiu no setor musical, criando um estúdio de gravação e mixagem no Rio de Janeiro. O espaço recebeu nomes conhecidos da música brasileira e internacional, entre eles Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz. O cantor também desenvolveu um selo voltado ao lançamento de novos talentos baianos, demonstrando interesse em contribuir para a renovação da música produzida no estado. Na vida pessoal, foi casado com a jornalista Mariana Trindade entre 1997 e 2003. Dessa união nasceu sua filha, Bruna Trindade. Assessoria confirma morte e anuncia despedida reservada Em nota de pesar, a assessoria do cantor confirmou o falecimento e destacou a importância de sua trajetória artística. O comunicado descreveu Netinho como um artista talentoso, sensível e inovador, ressaltando sua capacidade de transmitir alegria por meio da música e de estabelecer uma conexão especial com o público. A assessoria também informou que o cantor enfrentou complicações decorrentes do linfoma não Hodgkin do tipo B, com evolução para falência renal e disfunção múltipla de órgãos. Segundo a nota, Netinho costumava demonstrar gratidão pela vida e pela carreira construída ao longo dos anos. A mensagem divulgada pela equipe também informou que, por desejo expresso do próprio artista, o velório e a cremação seriam realizados de maneira reservada, restritos a familiares e amigos próximos. A assessoria pediu respeito à privacidade dos familiares e agradeceu pelas manifestações de carinho, solidariedade e apoio recebidas após a notícia. O legado de Netinho para a música brasileira A trajetória de Netinho ficou marcada por músicas populares, apresentações dentro e fora do Brasil e uma contribuição importante para a divulgação do axé music. Canções como “Milla” e “Beijo na Boca” permaneceram na memória do público e se tornaram parte do repertório associado à música baiana e às grandes festas populares do país. Sua carreira atravessou diferentes fases da indústria musical, acompanhando a expansão do axé e sua presença nos carnavais, nos programas de televisão e nas rádios brasileiras. A morte do cantor encerra uma trajetória de décadas dedicadas à música, mas suas canções continuam como parte de seu legado artístico. Netinho deixa sua marca na história do axé music e na memória de fãs que encontraram em sua voz a trilha sonora de momentos importantes de suas vidas. Fonte: informações fornecidas pela assessoria do cantor e dados biográficos presentes no material de referência. Navegação de Post BTG/NEXUS: FLÁVIO BOLSONARO TEM 52% E LULA, 48%, EM PRIMEIRA PESQUISA DE 2º TURNO ELEIÇÃO 2026: vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula cai de seis para dois pontos, aponta pesquisa