Presidente afirmou, durante comício em Curitiba, que Brasil não é “vira-lata” nem “republiqueta de banana” e disse que eventual interferência estrangeira será rejeitada O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12) que já conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir que o governo americano não interfira nas eleições brasileiras de 2026. A declaração ocorreu durante um comício em Curitiba (PR), onde Lula participou de um ato político ao lado de aliados e pediu votos para Requião Filho (PDT), candidato ao governo do Paraná. Durante o discurso, Lula adotou um tom firme ao falar sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos e defendeu que o processo eleitoral brasileiro seja conduzido sem interferência de governos estrangeiros. “O Trump sabe que eu já falei para ele: não se meta na eleição do Brasil.” Na sequência, o presidente afirmou que o Brasil não deve assumir uma posição de submissão diante de outras nações. “Esse país não é um vira-lata e nem uma republiqueta de banana.” Segundo Lula, o Brasil possui milhões de cidadãos que devem ter autonomia para decidir o futuro político do país por meio do voto. “AQUI, NINGUÉM VAI SE METER” Lula afirmou ainda que eventual tentativa de interferência estrangeira não seria aceita pelos brasileiros. “É a eleição brasileira. Aqui, ninguém vai se meter. E se se meter, vão perder as eleições.” A declaração ocorre em um momento de forte disputa política no Brasil e de atenção sobre a influência internacional nas eleições de 2026. O presidente também disse que deseja manter uma relação positiva com os Estados Unidos e que não pretende transformar a relação entre os dois países em um confronto diplomático. Ao mesmo tempo, porém, ressaltou que considera inaceitável qualquer interferência externa no processo eleitoral brasileiro. CRÍTICAS À FAMÍLIA BOLSONARO Durante o discurso, Lula também direcionou críticas à família Bolsonaro e a apoiadores da oposição. O presidente afirmou que integrantes da oposição utilizam símbolos nacionais, mas que, em eventos políticos, também aparecem bandeiras dos Estados Unidos. Lula acusou opositores de terem buscado apoio no exterior para pressionar o Brasil. “Eles foram nos Estados Unidos pedir intervenção aqui no Brasil.” A afirmação foi feita no contexto das críticas de Lula à atuação internacional de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. LULA DIZ QUE ELEIÇÃO DEVE SER SOBRE O FUTURO DO BRASIL Em outro momento do discurso, o presidente afirmou que os eleitores deveriam pensar no país que desejam construir antes de escolher seus candidatos. Lula orientou os eleitores a avaliar seus próprios projetos e expectativas para o Brasil e, a partir disso, escolher quem consideram mais preparado para colocar essas ideias em prática. O presidente também afirmou que será necessário, segundo sua avaliação, “derrotar a mentira” durante a campanha eleitoral. CRÍTICAS À OPOSIÇÃO E ÀS REDES SOCIAIS Lula também atacou parlamentares de direita e extrema-direita. Segundo o presidente, parte desses políticos estaria mais preocupada em produzir conteúdo para as redes sociais do que em discutir questões importantes para o país. Ele criticou a atuação de parlamentares durante interrogatórios de ministros no Congresso e afirmou que algumas perguntas seriam feitas com o objetivo de gerar repercussão nas redes. CRÍTICAS A SERGIO MORO Durante o comício, Lula também fez críticas indiretas ao senador Sergio Moro (PL), que disputa o governo do Paraná. Sem citar inicialmente o nome do adversário, Lula afirmou que um dos candidatos seria “frouxo” e “mentiroso” e disse considerar-se vítima de informações que classificou como falsas. O presidente também voltou a criticar a atuação de Moro como juiz da Operação Lava Jato e afirmou que ele teria recebido ampla exposição positiva da imprensa na época. Em outro trecho, Lula afirmou sobre um candidato: “Não vale o que come.” As declarações foram feitas durante o ato político em Curitiba. ELEIÇÕES DE 2026 A fala ocorre em meio à preparação para a disputa eleitoral de 2026, que deverá ser marcada por forte polarização política. Ao colocar a questão da soberania nacional no centro do discurso, Lula busca reforçar a ideia de que as decisões sobre o futuro político do Brasil devem ser tomadas exclusivamente pelos eleitores brasileiros. A menção a Trump também acrescenta uma dimensão internacional à campanha, especialmente diante da proximidade política entre o presidente americano e setores da direita brasileira. Até o momento, a declaração de Lula representa a posição política apresentada pelo próprio presidente durante o comício. Eventuais ações concretas do governo Trump relacionadas às eleições brasileiras precisam ser analisadas separadamente, com base em documentos e declarações oficiais. DISPUTA POLÍTICA GANHA NOVO CAPÍTULO O discurso de Curitiba mostra que a relação entre Brasil e Estados Unidos pode se tornar um dos temas da campanha eleitoral brasileira. Lula tenta apresentar a defesa da soberania nacional como uma questão central, enquanto seus adversários devem continuar questionando decisões do governo e suas relações internacionais. Com a campanha avançando, declarações envolvendo Trump, Bolsonaro e a atuação de políticos brasileiros no exterior tendem a ganhar espaço no debate eleitoral. A eleição brasileira de 2026 entra, assim, em uma fase de crescente disputa política, com o tema da soberania nacional sendo utilizado como uma das principais bandeiras do discurso do presidente Lula. FONTE Agência Estado / UOL, com informações do discurso de Lula durante comício realizado em Curitiba neste sábado (12). ALFA NOTÍCIA 7 — Informação com fatos, declarações e fontes. Navegação de Post MENSAGENS ENTRE VORCARO E EX-BRB REVELAM NEGOCIAÇÃO PARA “PARTIR PRO GOL” COM MENOS EXPLICAÇÕES CANTOR FAMOSO MORRE APÓS PROCEDIMENTO ASSOCIADO A TRATAMENTO “ANTIENVELHECIMENTO”