Presidente afirmou manter boa comunicação com Donald Trump, mas criticou integrantes da equipe do governo americano e citou o secretário de Estado Marco Rubio O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que mantém uma comunicação considerada positiva com o republicano. Ao mesmo tempo, Lula fez críticas a integrantes da equipe do governo americano, especialmente ao secretário de Estado, Marco Rubio. A declaração ocorre em um momento de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos, marcado por divergências comerciais, diplomáticas e também por discussões envolvendo as eleições brasileiras de 2026. Lula diz ter boa relação com Trump Lula tem afirmado publicamente que mantém um canal de diálogo com Trump, apesar das divergências entre os dois governos. Em entrevista recente, o presidente brasileiro destacou que já conversou diretamente com o americano em diferentes ocasiões e que considera importante preservar o diálogo entre os dois países. A Agência Brasil também registrou que Lula costuma afirmar que “se dá muito bem com Trump”, embora as relações entre os governos tenham passado por momentos de tensão. Os dois presidentes já tiveram encontros presenciais e conversas telefônicas desde o primeiro contato durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025. Críticas à equipe do presidente americano Apesar do tom mais positivo ao falar de Trump, Lula criticou pessoas que integram o governo americano. O presidente brasileiro afirmou que o problema, em sua avaliação, estaria principalmente em integrantes da equipe do republicano, fazendo referência direta a Marco Rubio. As declarações ocorrem após meses de divergências entre Brasília e Washington. Rubio já criticou publicamente o governo brasileiro durante a discussão sobre tarifas comerciais e afirmou que o Brasil não estaria negociando de “boa-fé”. O governo brasileiro contestou essa avaliação. Marco Rubio é citado por Lula Rubio também passou a ser mencionado por Lula no contexto das eleições brasileiras. Em entrevista à CNN Brasil em 21 de setembro, o presidente afirmou estar preocupado com uma possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro e citou a proximidade de Rubio com setores ligados ao bolsonarismo. Lula ressaltou, porém, que se tratava de uma suspeita e defendeu que as eleições brasileiras não sofram interferência externa. O governo brasileiro também recebeu um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que apontou possibilidade de influência ou interferência estrangeira nas eleições de 2026. Segundo a Agência Brasil, o documento foi encaminhado à Presidência, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça. Relação entre Lula e Trump teve diferentes fases A relação entre os dois presidentes passou por diferentes momentos desde o primeiro encontro. Em setembro de 2025, Trump afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula após um breve encontro durante a Assembleia Geral da ONU. Posteriormente, os dois mantiveram conversas por telefone e tiveram reuniões presenciais. Com o avanço das divergências comerciais e diplomáticas, porém, Lula passou a fazer críticas mais frequentes ao governo americano. Em junho de 2026, por exemplo, o presidente brasileiro afirmou que Trump continuava agindo como um “imperador” e criticou a postura do governo americano em relação ao Brasil. Divergências também envolvem as eleições As eleições brasileiras de 2026 se tornaram outro ponto de tensão nas relações entre os dois países. Lula afirmou que conversou com Trump sobre o assunto e disse esperar que os Estados Unidos não interfiram no processo eleitoral brasileiro. Na entrevista à CNN, o presidente declarou que Trump teria dito que não pretende se envolver nas eleições do Brasil. Lula afirmou que considera essa postura adequada e reiterou que o processo eleitoral deve ser conduzido pelos brasileiros. Relação diplomática continua Apesar das críticas públicas e das divergências entre os governos, Brasil e Estados Unidos continuam mantendo canais diplomáticos e negociações sobre temas econômicos e políticos. O cenário reúne, de um lado, o discurso de Lula de que mantém diálogo direto com Trump e, de outro, críticas do presidente brasileiro a integrantes da administração americana, principalmente em relação a questões comerciais e eleitorais. As declarações de Lula refletem sua posição sobre a relação com o governo americano e ocorrem em meio a um período de negociações e disputas diplomáticas entre Brasília e Washington. Fonte: Agência Brasil e CNN Brasil. Navegação de Post Lula diz acreditar na inocência de Lulinha e Marcola, mas defende investigação Lula cita reservas internacionais e diz que dívida pública não lhe provoca ‘pânico