Investigação apura possível uso indevido de dados profissionais de médico em documentos e solicitações de tratamentos de alta intensidade; celular e notebook foram apreendidos

A **Polícia Civil da Bahia investiga um homem suspeito de falsificar a assinatura e os dados profissionais de um médico em documentos relacionados ao tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado.

A investigação envolve laudos e solicitações de tratamentos de alta intensidade que teriam sido produzidos com os dados do profissional sem autorização. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na quinta-feira (10), na residência do investigado e na clínica de terapias especiais onde ele trabalha.

MÉDICO DENUNCIOU USO INDEVIDO DOS DADOS

Segundo a Polícia Civil, o caso começou após um médico da cidade denunciar que seus dados profissionais estavam sendo utilizados de maneira indevida.

Além da reprodução da assinatura, o investigado teria confeccionado um carimbo com os dados do médico, segundo as informações divulgadas pelas autoridades. A suspeita é de que esses elementos tenham sido utilizados para conferir aparência de autenticidade aos documentos.

O nome do médico e a identidade do investigado não foram divulgados.

PLANO DE SAÚDE IDENTIFICOU INCONSISTÊNCIAS

A possível fraude também chamou a atenção de uma operadora de plano de saúde no início de 2026.

De acordo com a investigação, foram identificadas inconsistências em documentos e cobranças de valores expressivos encaminhados para faturamento. Entre os materiais analisados estavam solicitações de tratamentos que, segundo a apuração, não apresentavam o respaldo médico convencional esperado.

Análises técnicas também teriam apontado que alguns arquivos digitais enviados para cobrança eram editáveis e apresentavam indícios de manipulação de datas.

CELULAR E NOTEBOOK FORAM APREENDIDOS

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um celular e um notebook.

Os equipamentos serão submetidos a perícia. A Polícia Civil pretende realizar a extração dos dados armazenados nos aparelhos para verificar a existência de documentos, mensagens, arquivos ou outras informações que possam ajudar a esclarecer como os documentos foram produzidos e utilizados.

A análise do material poderá ajudar os investigadores a dimensionar a extensão da possível fraude.

NINGUÉM FOI PRESO

Apesar do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, ninguém foi preso durante a operação.

O homem permanece na condição de investigado, e a apuração ainda está em andamento. Até o momento, não há informação de que ele tenha sido formalmente responsabilizado pela Justiça pelos fatos investigados.

A Polícia Civil deverá analisar os equipamentos apreendidos e reunir outros elementos antes de concluir o inquérito.

INVESTIGAÇÃO BUSCA ESCLARECER POSSÍVEL ESQUEMA

Um dos objetivos da investigação é descobrir quantos documentos podem ter sido produzidos ou alterados, quais pessoas ou instituições receberam esse material e se houve pagamentos relacionados às solicitações.

Também deverá ser apurado se outras pessoas participaram da possível fraude.

Como a investigação ainda está em curso, não é possível afirmar, neste momento, a extensão dos prejuízos ou quantas crianças teriam sido diretamente afetadas pelos documentos investigados.

CASO ENVOLVE TRATAMENTOS DE CRIANÇAS COM TEA

O caso chama atenção porque os documentos investigados estariam relacionados a crianças com Transtorno do Espectro Autista, que podem necessitar de acompanhamento multidisciplinar e terapias específicas.

A eventual falsificação de documentos médicos pode comprometer processos de autorização e faturamento de tratamentos e, caso confirmada, poderá gerar consequências nas esferas criminal e civil.

É importante destacar que as crianças e suas famílias não são alvo da investigação. O foco está na possível utilização indevida dos dados profissionais do médico e na origem dos documentos questionados.

PRÓXIMOS PASSOS

Com os equipamentos apreendidos, a Polícia Civil deve avançar na análise dos dados digitais e confrontar as informações encontradas com os documentos apresentados às instituições.

O resultado da perícia poderá indicar quem produziu os arquivos, quando eles foram criados ou modificados e se houve participação de outras pessoas.

Enquanto as investigações continuam, o suspeito permanece sem identidade divulgada oficialmente e não houve, até o momento, condenação ou confirmação judicial de autoria.

A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Civil da Bahia.

FONTE

Polícia Civil da Bahia, com informações divulgadas por veículos que acompanharam a investigação.

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