Pesquisa mostra diferença de 25 pontos entre os dois candidatos no grupo que recebe o benefício ou vive em domicílio atendido pelo programa; entre os não beneficiários, Flávio aparece numericamente à frente Uma nova pesquisa Datafolha mostra diferenças significativas nas intenções de voto para a Presidência da República de acordo com a relação dos eleitores com o Bolsa Família. Entre os entrevistados que recebem o benefício ou vivem em domicílios onde há um beneficiário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 53% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 28%. O levantamento foi realizado entre 15 e 17 de setembro, com 2.001 eleitores com 16 anos ou mais, em 125 municípios de todas as regiões do país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para o conjunto da amostra e chega a cinco pontos no segmento dos beneficiários. ENTRE OS NÃO BENEFICIÁRIOS, DISPUTA FICA PRATICAMENTE EMPATADA O cenário muda quando são considerados os eleitores que não recebem o Bolsa Família e também não vivem em domicílios atendidos pelo programa. Nesse grupo, Flávio Bolsonaro aparece com 37%, enquanto Lula registra 36%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento. No resultado geral do primeiro turno, Lula tem 39%, contra 36% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. SEGUNDO TURNO Em uma eventual disputa de segundo turno, o Datafolha aponta Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% no conjunto do eleitorado. Entre os beneficiários do Bolsa Família ou moradores de domicílios com beneficiários, a diferença é maior: Lula alcança 60%, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Os números mostram que a relação do eleitorado com o programa de transferência de renda está associada a diferenças importantes no comportamento eleitoral registrado pela pesquisa. REAJUSTE DO BOLSA FAMÍLIA FOI ANUNCIADO DURANTE O LEVANTAMENTO No dia 17 de setembro, último dia do período de entrevistas, o governo federal anunciou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a atualização, o valor mínimo do benefício passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os novos valores passam a valer na folha de outubro, com os primeiros pagamentos previstos para 19 de outubro. A data chama atenção no calendário eleitoral: o primeiro turno está previsto para 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Assim, os primeiros pagamentos com o valor reajustado estão programados para seis dias antes do segundo turno. Entretanto, há uma ressalva importante: a maior parte das entrevistas do Datafolha foi realizada antes do anúncio do reajuste. Portanto, os dados divulgados não permitem afirmar que o aumento de 15,04% tenha provocado qualquer alteração nas intenções de voto medidas pelo levantamento. FLÁVIO CRITICA REAJUSTE Flávio Bolsonaro criticou o anúncio do reajuste e classificou a medida como uma iniciativa relacionada ao momento eleitoral. A declaração ocorreu após o governo anunciar a atualização dos valores. O reajuste também passou a ser alvo de questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral. Uma ação apresentada para contestar a medida foi distribuída ao ministro André Mendonça, que posteriormente extinguiu o processo por questão de legitimidade, sem analisar o mérito da legalidade do aumento. O QUE A PESQUISA MOSTRA O recorte do Datafolha evidencia dois comportamentos distintos dentro do eleitorado pesquisado. Entre beneficiários do Bolsa Família ou moradores de domicílios atendidos pelo programa, Lula aparece 25 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Já entre os eleitores que não têm relação direta ou domiciliar com o programa, Flávio registra 37%, contra 36% de Lula, uma diferença de apenas um ponto percentual. No cenário nacional, os dois candidatos aparecem separados por três pontos no primeiro turno e por dois pontos em um eventual segundo turno. Os dados, portanto, mostram uma eleição nacional competitiva e diferenças relevantes entre segmentos do eleitorado, especialmente quando os entrevistados são separados de acordo com sua relação com o Bolsa Família. A pesquisa, por si só, mede intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não permite estabelecer uma relação de causa e efeito entre o reajuste anunciado em 17 de setembro e os percentuais encontrados. Fonte: Datafolha / Folha de S.Paulo / TSE. Navegação de Post LULA ANUNCIA DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DE CANETAS PARA PACIENTES COM OBESIDADE SÓSIA DE JENNIFER LOPEZ É PRESA POR FURTO DE BATERIAS DE FERRAMENTAS NOS EUA