Deputado Mário Frias questiona operação da Polícia Federal, afirma que sua defesa não teve acesso integral ao inquérito e diz que recursos de emendas podem ser comprovados por documentos públicos O deputado federal Mário Frias reagiu à operação da Polícia Federal que cumpriu mandado de busca e apreensão em sua residência e classificou a medida como desproporcional. Em manifestação sobre o caso, o parlamentar questionou a condução da investigação e afirmou que as suspeitas envolvendo sua atuação poderiam ser esclarecidas por meio de documentos. Segundo Frias, a operação representa uma espécie de “cortina de fumaça” e ocorre em um momento politicamente sensível, próximo ao período eleitoral. O deputado também afirmou que pretende colaborar com as autoridades e apresentar os documentos solicitados. QUESTIONAMENTO SOBRE O INQUÉRITO Um dos principais pontos levantados por Mário Frias é o acesso da defesa aos elementos da investigação. De acordo com o parlamentar, seus advogados tentam obter acesso integral ao inquérito há meses, mas ainda não teriam conseguido conhecer todos os elementos utilizados para fundamentar as suspeitas. Frias questiona como um investigado pode exercer plenamente seu direito de defesa sem conhecer integralmente as acusações e os documentos que sustentariam a investigação. A discussão envolve um dos princípios fundamentais do processo penal: o direito de defesa e o acesso aos elementos que fundamentam uma acusação, observadas as limitações legais aplicáveis a diligências que ainda estejam em andamento. EMENDAS E RECURSOS PÚBLICOS O deputado também contestou questionamentos relacionados a aproximadamente R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinados a projetos esportivos e de letramento digital. Segundo Frias, os recursos são públicos e os registros podem ser consultados por meio dos mecanismos oficiais de transparência. O parlamentar argumenta que a destinação de uma emenda não significa, por si só, que o autor da indicação seja responsável pela execução financeira do projeto. A aplicação dos recursos e a respectiva prestação de contas envolvem os órgãos e entidades responsáveis pela execução, conforme as regras aplicáveis a cada programa. Por isso, Frias sustenta que a documentação pública seria suficiente para esclarecer a origem, a destinação e a aplicação dos valores questionados. “DOCUMENTO, NÃO OPERAÇÃO” Ao criticar a ação policial, o deputado afirmou que as questões relacionadas aos recursos poderiam ser verificadas por meio de documentos. A declaração sintetiza a principal linha de defesa apresentada pelo parlamentar: em vez de uma medida que considera excessiva, Frias defende que os fatos sejam analisados a partir de registros oficiais, documentos financeiros e informações disponíveis nos mecanismos de transparência pública. A Polícia Federal, por sua vez, realiza a investigação para apurar eventuais irregularidades apontadas no caso. A existência de uma operação de busca e apreensão não representa, por si só, condenação ou comprovação definitiva de crime. IMPACTO SOBRE A FAMÍLIA Frias também criticou o impacto da operação sobre sua família e mencionou especialmente a exposição de sua filha durante o cumprimento da medida judicial. O parlamentar afirmou que pretende colaborar com as autoridades e fornecer os documentos necessários para esclarecer os fatos, mas criticou a forma como a investigação chegou até sua residência. A defesa do deputado deverá utilizar os instrumentos jurídicos disponíveis para questionar eventuais pontos da investigação e apresentar sua versão sobre os fatos. APOIO POLÍTICO A FLÁVIO BOLSONARO Além da defesa relacionada à investigação, Mário Frias afirmou que não pretende abandonar sua atuação política. O deputado também reafirmou seu apoio político a Flávio Bolsonaro, sinalizando que pretende continuar participando do cenário eleitoral e das discussões políticas mesmo diante das investigações. A posição reforça o caráter político que o parlamentar atribui ao episódio, enquanto a investigação segue sob responsabilidade das autoridades competentes. INVESTIGAÇÃO AINDA DEVE AVANÇAR O caso permanece em fase de investigação. Cabe às autoridades reunir documentos, analisar os dados obtidos nas diligências e verificar se existem elementos suficientes para confirmar ou afastar as suspeitas levantadas. Do outro lado, a defesa de Mário Frias sustenta que os questionamentos podem ser esclarecidos por meio da documentação relacionada às emendas e aos projetos beneficiados. O episódio também reacende o debate sobre os limites das operações policiais, o direito de defesa e a necessidade de transparência na aplicação de recursos públicos. Ao resumir sua posição, Frias afirmou: “A paz eu já tenho. A verdade o tempo traz.” A partir de agora, documentos e elementos oficiais da investigação deverão ser fundamentais para esclarecer os fatos e determinar se houve ou não irregularidades na utilização dos recursos públicos investigados. Navegação de Post ALEXANDRE DE MORAES NEGA RENUNCIAR AO STF E DECIDE PERMANECER NO CARGO BOLSONARO TERÁ APOIO DE MAIS CINCO PARENTES APÓS DECISÃO DE MORAES QUE LIBEROU VISITAS PERMANENTES