Documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado revelaram que o Banco Master declarou pagamentos milionários a escritórios de advocacia, consultorias e empresas ligadas a importantes figuras da política brasileira. As informações foram divulgadas em reportagem dos jornalistas Matheus Teixeira, Isabel Mega e Larissa Rodrigues, da CNN Brasil. Entre os nomes citados está o ex-presidente Michel Temer. Segundo os documentos, o escritório de advocacia ligado ao ex-presidente teria recebido cerca de R$ 10 milhões do Banco Master. Temer confirmou que prestou serviços jurídicos de mediação ao banco, mas afirmou que o valor efetivamente recebido foi de aproximadamente R$ 7,5 milhões. Outro nome mencionado foi o ex-ministro do STF e da Justiça Ricardo Lewandowski. Relatórios apontam que o escritório de advocacia da família Lewandowski recebeu cerca de R$ 6 milhões em depósitos iniciados ainda em 2023. Em nota, Lewandowski afirmou que, após deixar o Supremo Tribunal Federal, voltou a atuar na advocacia e prestou consultoria jurídica ao Banco Master antes de assumir o Ministério da Justiça. Os documentos também citam pagamentos feitos a empresas ligadas ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, ao ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto e ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda. A investigação faz parte do escândalo envolvendo o Banco Master, instituição financeira ligada ao empresário Daniel Vorcaro. O caso passou a ser investigado pela Polícia Federal por suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco durante a Operação Compliance Zero. Segundo as reportagens, os envolvidos negam irregularidades e afirmam que os valores recebidos se referem a contratos legítimos de consultoria, advocacia e assessoria econômica. Navegação de Post Escala 6×1: comissão ouvirá três ministros e percorrerá o país