Presidente Lula durante entrevista coletiva em Portugal, depois de ter passado pela AlemanhaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (21/04) que o Brasil pode adotar medidas de “reciprocidade” após o governo dos Estados Unidos solicitar que o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como oficial de ligação em Miami, saia do país. Em paralelo, a encarregada de Negócios interina da embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Kimberly Kelly, foi convocada a dar explicações ao Ministério das Relações Exteriores sobre o pedido. O Itamaraty confirmou que Kimberly Kelly se reuniu com Christiano Figueiroa, atual diretor do Departamento de América do Norte, na tarde de terça-feira. Ao ser questionado pela BBC News Brasil, o órgão não quis detalhar o que foi discutido no encontro. A decisão americana foi tomada após a atuação do delegado na detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), na semana passada, em território americano. Falando a jornalistas ao deixar Hannover, na Alemanha, onde participou de uma feira de negócios e tecnologia, Lula disse ter sido informado sobre o caso na manhã desta terça e criticou a postura das autoridades americanas. “Eu não sei o que aconteceu, fui informado hoje de manhã. Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa. Ou seja, nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas nós não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas personalidades americanas querem ter com relação ao Brasil”, afirmou. O pedido para que o delegado deixe os Estados Unidos foi divulgado pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, do Departamento de Estado americano, em uma publicação na rede social X. Sem citar nominalmente Marcelo Ivo, o órgão afirmou: “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro em questão deixe nosso país por tentar fazer isso.” Navegação de Post Flávio é aconselhado a firmar compromisso com estabilidade democrática Moraes barra tentativa de Geddel de encerrar inquérito