A França enfrenta uma das mais graves ondas de calor de sua história recente. Em apenas três dias, o país registrou um excedente de cerca de mil mortes, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde francês. As autoridades alertam que o número ainda pode aumentar, já que parte das informações segue em processo de consolidação. A intensa massa de ar quente elevou as temperaturas a níveis históricos. Na cidade de Pissos, no sudoeste francês, os termômetros chegaram a 44,3°C, estabelecendo o dia mais quente já registrado na França desde o início das medições meteorológicas, em 1947. As maiores vítimas foram idosos e pessoas com problemas de saúde, especialmente nas regiões que permaneceram sob alerta vermelho durante vários dias consecutivos. Hospitais registraram aumento expressivo na procura por atendimento, enquanto serviços de emergência ficaram sobrecarregados. Além das mortes diretamente relacionadas ao calor, a onda de altas temperaturas provocou diversos transtornos. Escolas foram fechadas, o transporte sofreu interrupções, pontos turísticos reduziram o funcionamento e usinas nucleares precisaram diminuir a produção devido ao aquecimento excessivo da água utilizada para resfriamento. Especialistas afirmam que esta já é considerada uma das piores ondas de calor já registradas na Europa e alertam que eventos extremos como esse tendem a se tornar mais frequentes devido às mudanças climáticas. Países como Espanha, Itália, Alemanha e Suíça também enfrentam temperaturas recordes e impactos significativos. As autoridades francesas mantêm o estado de alerta e orientam a população a evitar exposição ao sol, manter-se hidratada e redobrar os cuidados com idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, enquanto o país monitora a evolução do número de vítimas. Navegação de Post Homem de 49 anos morre em recepção de UPA no DF; pacientes se revoltam e cercam corpo para impedir remoção